Agentes Jovens tem projeto para coleta seletiva de lixo.
ACHO ÓTIMO Q OS AGENTES JOVENS COLOQUEM EM PRATICA UM PROJETO TÃO IMPORTANTE CMO ESSE, MAS, VEJO Q ELES ESQUECEM DE UM PEQUENO DETALHE: A EDUCAÇÃO INICIA-SE PELAS SERIES INICIAIS. LÁ TEMOS CRIANÇAS EM FORMAÇÃO, ONDE DEVE SER CORRIGIDO MAUS HÁBITOS CMO JOGAR LIXO NO CHÃO,CM DEVEMOS SEPARAR NOSSO LIXO E PRINCIPALMENTE SEU DESTINO. ENTÃO PORQ Ñ ENVOLVE-LOS NESSE PROJETOS? E PORQ OS AGENTES JOVENS Ñ TOMARAM CONHECIMENTO ATE HJ DOS PROJETOS NESSE SENTIDO Q OS ALUNOS JA PARTICIPARAM?
A EDUCAÇÃO Ñ PODE SER DIVIDA, ELA TEM Q ANDAR LADO A LADO, QUER SEJAM AGENTES JOVENS, PETI OU QUALQUER PROGRAMA.
Este blog apresenta atividades desenvolvidas na Escola Municipal Julio Cavalcante. Os tipos de texto e os temas são variados. Encontram-se relatos, informações, historias inventadas e outras, opiniões, fotos de eventos, convites... Leiam!...
quinta-feira, 28 de junho de 2007
PaRaBenSsss!!!
IMPORTANTE.
É AMANHA VIU?! VC NÃO PODE PERDER!!!!
VEM AI O 1º CASAMENTO MATUTU DA ESCOLA JULIO CAVALCANTE.
VAI SER BOM DI MAIS SÔ!!
VEM AI O 1º CASAMENTO MATUTU DA ESCOLA JULIO CAVALCANTE.
VAI SER BOM DI MAIS SÔ!!
Quadrilhas da Bernadete Pinto.
QUANDO CONVIDADAMOS VCS A PARTICIPAREM DE UMA QUADRILHA DAS ESCOLAS, ESTAMOS MOSTRANDO MUITO MAIS Q UMA SIMPLES APRESENTAÇÃO. ESTAMOS MOSTRANDO O TRABALHO DE TODA UMA ESCOLA Q SE EMPENHOU PARA Q ISSO SE TORNASSE POSSIVEL.
PARABENS A TODOS Q FAZEM PARTE DA ESCOLA BERNADETE PINTO!! DIGO A TODOS MSMO, POIS UMA ESCOLA SÓ FUNCIONA DE VERDADE CM A UNIÃO DE TODOS.
EQUIPE DE PROFESSORES NOTA 10 DA ESCOLA BERNADETE PINTO.

EQUIPE ORGANIZADORA.
PARABENS A TODOS Q FAZEM PARTE DA ESCOLA BERNADETE PINTO!! DIGO A TODOS MSMO, POIS UMA ESCOLA SÓ FUNCIONA DE VERDADE CM A UNIÃO DE TODOS.
EQUIPE DE PROFESSORES NOTA 10 DA ESCOLA BERNADETE PINTO.

EQUIPE ORGANIZADORA.
Noticias!?
Mec vai premiar professores
Para participar, o professor deve relatar uma experiência desenvolvida com sua turma em 2006 ou que esteja em andamento para conclusão em 2007. As inscrições estão abertas até 30 de junho. Regulamento: portal.mec.gov.br/seb/.
Copie essa noticia porq acredito ser importante para os professores participarem de concursos onde envolve projetos da sua escola. Muitas vezes não enviamos nossos projetos por acreditar serem simples demais, mas, todos os projetos selecionados são simples, se não fossem simples, não seriam possiveis...
Professor, se informe, busque, leia mais e pesquise. Desenvolver um projeto em sala de aula pode ser mais proveitoso e interessante do que vocês imaginam.
Para participar, o professor deve relatar uma experiência desenvolvida com sua turma em 2006 ou que esteja em andamento para conclusão em 2007. As inscrições estão abertas até 30 de junho. Regulamento: portal.mec.gov.br/seb/.
Copie essa noticia porq acredito ser importante para os professores participarem de concursos onde envolve projetos da sua escola. Muitas vezes não enviamos nossos projetos por acreditar serem simples demais, mas, todos os projetos selecionados são simples, se não fossem simples, não seriam possiveis...
Professor, se informe, busque, leia mais e pesquise. Desenvolver um projeto em sala de aula pode ser mais proveitoso e interessante do que vocês imaginam.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
ARRAIA DO JUCA
É NESSA SEXTA FEIRA!
O ARRAIA MAIS ANIMADO DA CIDADE É DA ESCOLA MUNICIPAL JULIO CAVALCANTE!!!!
VENHA SÔ, VAI SER ARRETADO DE BAUMMM!!!
O ARRAIA MAIS ANIMADO DA CIDADE É DA ESCOLA MUNICIPAL JULIO CAVALCANTE!!!!
VENHA SÔ, VAI SER ARRETADO DE BAUMMM!!!
Ñ PODIA FALTAR...
Noticias
Saiba Mais Professor...
a fixação da aprendizagem é em média:
30% do que se ouvi...
40% do que se vê...
50% do que se ouve e vê...
70% do que faz...
O que Será q nossos professores andam fazendo em sala de aula?
Os alunos e pais estão cada vez mais buscando professores que usam diversar estrategias para deflagrar a apredizagem dos alunos.
Então professor, busque, se informe... e mude!
Tornar o ensino interessante é facil quando o professor/dinamizador se concentra na criança, pois ela é inovadora, é questionadora e desejosa de novos saberes.
30% do que se ouvi...
40% do que se vê...
50% do que se ouve e vê...
70% do que faz...
O que Será q nossos professores andam fazendo em sala de aula?
Os alunos e pais estão cada vez mais buscando professores que usam diversar estrategias para deflagrar a apredizagem dos alunos.
Então professor, busque, se informe... e mude!
Tornar o ensino interessante é facil quando o professor/dinamizador se concentra na criança, pois ela é inovadora, é questionadora e desejosa de novos saberes.
Projeto Alfabetização Letrada.
Plano de Ensino
Nome da atividade: Eu e o Jornal.
Tipo textual: jornalístico.
Duração: duas semanas.
Materiais necessários: papel madeira, lápis de cor, cartolina, jornais diversos, cola, tesoura, papel sufit.
Arrumação da sala: ora em dupla, ora individual.
Conteúdos envolvidos: organização e estrutura textual, sinais de pontuação, interpretação e produção textual, silabas e separação.
Objetivos: desenvolver a criatividade e o senso critica do aluno, levando-o a ter contato com textos jornalísticos observando e lendo jornais, sendo capaz de produzir e identificar as manchetes e as noticias classificando-as.
Procedimentos:
1° Momentos:
• Apresentar a proposta aos alunos;
• Questionar sobre os conhecimentos prévios deles (vocês já viram um jornal?) Quais os tipos de jornais que existem (falado e escrito);
• Questionar sobre o que existe no jornal (os tipos de noticias, classificados, policial...).
• Entregar aos grupos um jornal para folheá-los observando as pagina da qual eles falaram e observar a estrutura e como estão organizados.
• Separar o jornal em sete partes (ou mais, depende do professor e da serie), capa, política, escola, esporte, policial, dicas da novela, classificados. (essa divisão será revista logo mais adiante)
• Trabalhar no quadro uma atividade envolvendo uma noticia de jornal ou de um livro.
• Trabalhar a interpretação textual.
Propostas de Produções:
• Trabalhar outra noticia sem manchete e sem foto para eles produzirem, depois trabalhar a interpretação e leitura do texto fazendo a auto-correção.
• Trabalhar muitas manchetes para eles produzirem a foto e a noticia, depois trabalhar a interpretação e leitura da noticia fazendo a auto-correção.
• Trabalhar uma foto ou varias, para eles produzirem a manchete e a noticia (observando a legenda das fotos e produzi-las sempre que desenvolverem uma atividade desse tipo).
• Eleger um nome para um jornal da escola e produzirem a partir de um tema uma manchete, a noticia e foto, obedecendo à estrutura e organização desse tipo de texto. Fazer a auto-avaliação.
• Fazer uma lista com nomes de jornais conhecidos, e outra lista com possíveis nomes para o nosso jornal. Fazer uma eleição do melhor nome.
• Separa os grupos (em sete), propondo que cada grupo escreva uma parte do jornal que foi dividido no inicio das atividades. Fazer a correção e a auto-avaliação, depois, passar a limpo, fazer uma roda de leitura.
• Expor os textos produzidos montando um jornal.
Ps. Pode ser escrito uma carta ou uma noticia para um jornal contando sobre as atividades realizadas pelos alunos coletivamente.
Fotos das atividades dos alunos desenvolvidas no projeto.
manchetes e noticias.

Jornal produzido pelos alunos.
Nome da atividade: Eu e o Jornal.
Tipo textual: jornalístico.
Duração: duas semanas.
Materiais necessários: papel madeira, lápis de cor, cartolina, jornais diversos, cola, tesoura, papel sufit.
Arrumação da sala: ora em dupla, ora individual.
Conteúdos envolvidos: organização e estrutura textual, sinais de pontuação, interpretação e produção textual, silabas e separação.
Objetivos: desenvolver a criatividade e o senso critica do aluno, levando-o a ter contato com textos jornalísticos observando e lendo jornais, sendo capaz de produzir e identificar as manchetes e as noticias classificando-as.
Procedimentos:
1° Momentos:
• Apresentar a proposta aos alunos;
• Questionar sobre os conhecimentos prévios deles (vocês já viram um jornal?) Quais os tipos de jornais que existem (falado e escrito);
• Questionar sobre o que existe no jornal (os tipos de noticias, classificados, policial...).
• Entregar aos grupos um jornal para folheá-los observando as pagina da qual eles falaram e observar a estrutura e como estão organizados.
• Separar o jornal em sete partes (ou mais, depende do professor e da serie), capa, política, escola, esporte, policial, dicas da novela, classificados. (essa divisão será revista logo mais adiante)
• Trabalhar no quadro uma atividade envolvendo uma noticia de jornal ou de um livro.
• Trabalhar a interpretação textual.
Propostas de Produções:
• Trabalhar outra noticia sem manchete e sem foto para eles produzirem, depois trabalhar a interpretação e leitura do texto fazendo a auto-correção.
• Trabalhar muitas manchetes para eles produzirem a foto e a noticia, depois trabalhar a interpretação e leitura da noticia fazendo a auto-correção.
• Trabalhar uma foto ou varias, para eles produzirem a manchete e a noticia (observando a legenda das fotos e produzi-las sempre que desenvolverem uma atividade desse tipo).
• Eleger um nome para um jornal da escola e produzirem a partir de um tema uma manchete, a noticia e foto, obedecendo à estrutura e organização desse tipo de texto. Fazer a auto-avaliação.
• Fazer uma lista com nomes de jornais conhecidos, e outra lista com possíveis nomes para o nosso jornal. Fazer uma eleição do melhor nome.
• Separa os grupos (em sete), propondo que cada grupo escreva uma parte do jornal que foi dividido no inicio das atividades. Fazer a correção e a auto-avaliação, depois, passar a limpo, fazer uma roda de leitura.
• Expor os textos produzidos montando um jornal.
Ps. Pode ser escrito uma carta ou uma noticia para um jornal contando sobre as atividades realizadas pelos alunos coletivamente.
Fotos das atividades dos alunos desenvolvidas no projeto.
manchetes e noticias.

Jornal produzido pelos alunos.
Artigo sobre o Projeto Alfabetização Letrada.
Leitura e escrita: como desenvolver essas competências nos alunos dos anos iniciais.
Ivete Geane de Morais Barra
Partindo da concepção que o aluno alfabetizado não é aquele que somente domina o código lingüístico e que ele precisa ter acesso a diversificados tipos de textos e culturas para se transformar num leitor e produtor de textos, o professor possui um papel fundamental nesse processo.
Muitos professores baseiam sua pratica pedagógica na repetição de exercícios “as atividades tradicionais de ensino”, esperando sempre do aluno um conformismo diante do autoritarismo do professor. Atualmente, diante das reflexões sobre essa pratica, verifica-se que o exercício pelo exercício, o conteúdo desinteressante e essa postura do professor não garantem necessariamente uma aprendizagem significativa da leitura e da escrita.
O aluno não aprende a ler e escrever só produzindo textos, ele precisa também refletir sobre a sua escrita. O trabalho com produções de textos deve ser bem planejado pelo professor através de uma “rotina” que contemplem a leitura silenciosa, a leitura em voz alta, leitura por prazer de diversificados tipos de textos que sejam interessantes e prazerosos para o aluno, valorizando sempre sua oralidade.
Atividades: significativas, produtivas e desafiadoras.
As atividades dos alunos devem sempre ter um objetivo claro, sempre culminando em um recital, exposição, um mural e etc. para que o aluno adquira desde cedo desembaraço ao falar em publico, sabendo expor idéias e conclusões, através de estratégias que contemplem o trabalhando individualmente e em grupos, aprendendo dessa forma a interagir com as diferenças, respeitando as opiniões dos outros e ouvindo-as. As atividades que promovem a construção dessas habilidades caracterizam-se por serem significativas, produtivas e desafiadoras.
Significativas quando propõe um desafio que a criança tem condições de enfrentar e resolver com os colegas, com o professor ou mesmo sozinho. Produtiva quando revela o conhecimento que ela tem e esta construindo, passando do estado de quem ainda não aprendeu para o de quem já aprendeu a aprender. E desafiadora quando apresenta algumas dificuldades que devem ser dosadas muito bem pelo professor para que as crianças não realizem com muita facilidade, mas que também não sejam tão difíceis fazendo-as desistir da tarefa. O papel do professor é o de mediar esse conhecimento de modo que as crianças possam desenvolver suas habilidades com autonomia, lembrando que o mais importante não é fazer a tarefa, mas saber o porquê e como fazer.
Interpretando os textos.
O trabalho escolar, tradicionalmente contempla na leitura de textos tipos de questionamentos sobre o conteúdo ou sobre a estrutura do texto, não priorizando a analise do discurso. Desenvolver um processo de ensino aprendizagem da leitura através de questionamentos conteudístas é levar o aluno a compreender a mensagem do texto sem criatividade e a responder questões referentes ao conteúdo. Da mesma forma ocorre com as questões de estrutura textual. Já as questões discursivas visam discutir, analisar e refletir sobre o texto. O professor que considera os três enfoques da oportunidade aos alunos de interpretarem o real significado dos textos.
Perceber a escrita como um processo e não como um produto é um salto no processo de alfabetização do aluno. Mas como promover essa alfabetização? Textos ricos em idéias, mas expressivos com conflito, clímax e desfecho é possível ser produzidos pelos alunos dos anos iniciais? Em geral os alunos produzem textos com frases soltas, sem coesão e sem criatividade onde o aluno não elabora, não cria, relatam acontecimentos. Que fatores podem estar influenciando as más produções de textos dos alunos? Nesse momento o professor percebe a influencia da má elaboração dos enunciados. Não devemos pedir aos alunos que produzam textos dando simplesmente um tema, um título ou assunto. É preciso estabelecer uma situação e uma relação com o que se esta trabalhando, esse processo terá conseqüências na avaliação da qualidade do texto produzido pelo aluno.
Toda proposta feita pelo professor deve ser muito bem planejada. Ao trabalhar uma proposta de escrita o professor deve primeiro diagnosticar os conhecimentos prévios dos alunos sobre o assunto. Pedir a uma criança que escreva sobre uma visita a um circo quando a mesma nunca foi a um é no mínimo sem coerência. O professor como mediador do conhecimento deve ficar atento a isso, priorizando as produções qualitativas e quantitativamente diferentes. A diferença entre as “boas” e “más” produções esta no recurso empregado para desencadear e expressar as idéias em torno de um tema.
Como corrigir e avaliar.
A escrita livre do aluno deve ser ponto de partida para que se desenvolva um bom trabalho de avaliação através de propostas bem elaboradas pelo professor e em harmônico com a idade do aluno e seu nível de desenvolvimento, sem menosprezar seus conhecimentos prévios, ampliando desde cedo nas crianças o habito de ler seus próprios textos e do refazimento/reescrita do texto com objetivo de analisá-lo e melhora-lo para que haja coesão (seqüência das idéias), coerência (harmonia ou ligação entre os acontecimentos) e que não ocorra redundância (repetições da mesma idéia com outras palavras) e má formação de texto na pagina refletindo sobre sua própria ortografia, organização, qualidade textual, como também, aperfeiçoa-los através dos seus rascunhos, suas auto correções (tem o objetivo de corrigir somente as palavras), a reestruturação (possibilita o aluno refletir sobre a forma interferindo no conteúdo), refacção (consiste em fazer intervenções para mudar, melhorar o conteúdo do texto), a reconstrução (modifica o conteúdo do texto) e a auto avaliação (refletir sobre a escrita para poder alterá-la) conseguindo evidenciar uma postura critica ao ler o texto dos colegas e conseguindo ir mais alem ao criar seus próprios questionamentos sobre os textos que lê e produz usando dessa forma estratégias leitoras de seleção, predição e inferência.
O projeto Alfabetização Letrada foi desenvolvido pensando nesses aspectos discutidos no texto, como forma de subsidiar professores que se interessa em promover essa aprendizagem significativa no aluno dos anos iniciais mostrando que todos são capazes de desenvolver suas potencialidades desde que lhe sejam dados meios para que isso ocorra.
Referências bibliográficas
NASPOLIN, Ana Tereza. Didática de Português: Tijolo por Tijolo: Leitura e Produção Escrita. São Paulo: FTD, 1996. (Conteúdo e Metodologia).
Ivete Geane de Morais Barra
Partindo da concepção que o aluno alfabetizado não é aquele que somente domina o código lingüístico e que ele precisa ter acesso a diversificados tipos de textos e culturas para se transformar num leitor e produtor de textos, o professor possui um papel fundamental nesse processo.
Muitos professores baseiam sua pratica pedagógica na repetição de exercícios “as atividades tradicionais de ensino”, esperando sempre do aluno um conformismo diante do autoritarismo do professor. Atualmente, diante das reflexões sobre essa pratica, verifica-se que o exercício pelo exercício, o conteúdo desinteressante e essa postura do professor não garantem necessariamente uma aprendizagem significativa da leitura e da escrita.
O aluno não aprende a ler e escrever só produzindo textos, ele precisa também refletir sobre a sua escrita. O trabalho com produções de textos deve ser bem planejado pelo professor através de uma “rotina” que contemplem a leitura silenciosa, a leitura em voz alta, leitura por prazer de diversificados tipos de textos que sejam interessantes e prazerosos para o aluno, valorizando sempre sua oralidade.
Atividades: significativas, produtivas e desafiadoras.
As atividades dos alunos devem sempre ter um objetivo claro, sempre culminando em um recital, exposição, um mural e etc. para que o aluno adquira desde cedo desembaraço ao falar em publico, sabendo expor idéias e conclusões, através de estratégias que contemplem o trabalhando individualmente e em grupos, aprendendo dessa forma a interagir com as diferenças, respeitando as opiniões dos outros e ouvindo-as. As atividades que promovem a construção dessas habilidades caracterizam-se por serem significativas, produtivas e desafiadoras.
Significativas quando propõe um desafio que a criança tem condições de enfrentar e resolver com os colegas, com o professor ou mesmo sozinho. Produtiva quando revela o conhecimento que ela tem e esta construindo, passando do estado de quem ainda não aprendeu para o de quem já aprendeu a aprender. E desafiadora quando apresenta algumas dificuldades que devem ser dosadas muito bem pelo professor para que as crianças não realizem com muita facilidade, mas que também não sejam tão difíceis fazendo-as desistir da tarefa. O papel do professor é o de mediar esse conhecimento de modo que as crianças possam desenvolver suas habilidades com autonomia, lembrando que o mais importante não é fazer a tarefa, mas saber o porquê e como fazer.
Interpretando os textos.
O trabalho escolar, tradicionalmente contempla na leitura de textos tipos de questionamentos sobre o conteúdo ou sobre a estrutura do texto, não priorizando a analise do discurso. Desenvolver um processo de ensino aprendizagem da leitura através de questionamentos conteudístas é levar o aluno a compreender a mensagem do texto sem criatividade e a responder questões referentes ao conteúdo. Da mesma forma ocorre com as questões de estrutura textual. Já as questões discursivas visam discutir, analisar e refletir sobre o texto. O professor que considera os três enfoques da oportunidade aos alunos de interpretarem o real significado dos textos.
Perceber a escrita como um processo e não como um produto é um salto no processo de alfabetização do aluno. Mas como promover essa alfabetização? Textos ricos em idéias, mas expressivos com conflito, clímax e desfecho é possível ser produzidos pelos alunos dos anos iniciais? Em geral os alunos produzem textos com frases soltas, sem coesão e sem criatividade onde o aluno não elabora, não cria, relatam acontecimentos. Que fatores podem estar influenciando as más produções de textos dos alunos? Nesse momento o professor percebe a influencia da má elaboração dos enunciados. Não devemos pedir aos alunos que produzam textos dando simplesmente um tema, um título ou assunto. É preciso estabelecer uma situação e uma relação com o que se esta trabalhando, esse processo terá conseqüências na avaliação da qualidade do texto produzido pelo aluno.
Toda proposta feita pelo professor deve ser muito bem planejada. Ao trabalhar uma proposta de escrita o professor deve primeiro diagnosticar os conhecimentos prévios dos alunos sobre o assunto. Pedir a uma criança que escreva sobre uma visita a um circo quando a mesma nunca foi a um é no mínimo sem coerência. O professor como mediador do conhecimento deve ficar atento a isso, priorizando as produções qualitativas e quantitativamente diferentes. A diferença entre as “boas” e “más” produções esta no recurso empregado para desencadear e expressar as idéias em torno de um tema.
Como corrigir e avaliar.
A escrita livre do aluno deve ser ponto de partida para que se desenvolva um bom trabalho de avaliação através de propostas bem elaboradas pelo professor e em harmônico com a idade do aluno e seu nível de desenvolvimento, sem menosprezar seus conhecimentos prévios, ampliando desde cedo nas crianças o habito de ler seus próprios textos e do refazimento/reescrita do texto com objetivo de analisá-lo e melhora-lo para que haja coesão (seqüência das idéias), coerência (harmonia ou ligação entre os acontecimentos) e que não ocorra redundância (repetições da mesma idéia com outras palavras) e má formação de texto na pagina refletindo sobre sua própria ortografia, organização, qualidade textual, como também, aperfeiçoa-los através dos seus rascunhos, suas auto correções (tem o objetivo de corrigir somente as palavras), a reestruturação (possibilita o aluno refletir sobre a forma interferindo no conteúdo), refacção (consiste em fazer intervenções para mudar, melhorar o conteúdo do texto), a reconstrução (modifica o conteúdo do texto) e a auto avaliação (refletir sobre a escrita para poder alterá-la) conseguindo evidenciar uma postura critica ao ler o texto dos colegas e conseguindo ir mais alem ao criar seus próprios questionamentos sobre os textos que lê e produz usando dessa forma estratégias leitoras de seleção, predição e inferência.
O projeto Alfabetização Letrada foi desenvolvido pensando nesses aspectos discutidos no texto, como forma de subsidiar professores que se interessa em promover essa aprendizagem significativa no aluno dos anos iniciais mostrando que todos são capazes de desenvolver suas potencialidades desde que lhe sejam dados meios para que isso ocorra.
Referências bibliográficas
NASPOLIN, Ana Tereza. Didática de Português: Tijolo por Tijolo: Leitura e Produção Escrita. São Paulo: FTD, 1996. (Conteúdo e Metodologia).
Artigo.
Projeto de Ensino: Como executa-lo de forma significativa?
“O saber que não vem da experiência não é realmente saber”
Lev Vygstsky
Ivete Geane de Morais Barra
Em nossa cultura, não é absolutamente estranho “realizar projetos”. Ao contrario, essa é uma maneira de ser que parece se impor a todos, mesmo aqueles que não tem recursos ou vocação para isso. No sentido etimológico, o termo projeto vem do latim projectu, particípio passado do verbo projicere, que significa lançar para adiante. Plano, intento, desígnio. Empresa, empreendimento. Redação Provisória de Lei. Plano geral de edificação (Ferreira 1975, p. 1.144).
A metodologia de projetos tem sido alvo de discussões e estudos na intenção de que possa vir a ser condição para uma pratica pedagógica eficiente e promovedora da aprendizagem. O termo Projeto surge numa forma regular no decorrer do século XV, tanto nas exatas como nas ciências humanas. Múltiplas atividades de pesquisas orientadas para a produção de conhecimentos são balizadas graças à criação de projetos prévios. Mesmo assim, utilizar dessa metodologia em nossas salas de aula ainda é bastante recente em nossa realidade.
Todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma nova estabilidade em função da promessa que cada projeto contem de estado melhor do que presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente a determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo sues atores e autores (Godatti 1994, p.579).
Projeto passou a ser uma palavra de ordem a partir da publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais em 1996, como uma opção metodológica que considera a atuação do educando na construção do seu próprio conhecimento valorizando suas experiências, seus conhecimentos prévios e a interação professor/aluno (...) (PCN – Introdução – vol. 1). Diante dessa necessidade de dar coerência a diversas atividades de aprendizagem realizadas na sala de aula, algumas escolas passaram a organizar seus trabalhos em torno do que se denominam Projetos. Isto é, articula-se um trabalho complexo e prolongado que culmina num produto que acaba naturalmente sendo uma publicação: mural, documento, etc. desnecessário dizer que esse tipo de organização da atividade contempla alguns aspectos motivacionais como a possibilidade de dar sentido ao trabalho escolar e significado as tarefas incentivando o trabalho cooperativo dos alunos em todas as fases de realização do projeto.
Há diferentes caminhos que podem levar a construção de um projeto, mas na maioria das vezes a escola publica e grandes redes confessionais possuem uma lógica bem diferente. Mesmo quando as escolas se construíram de forma autônoma, sua integração a rede leva-as a renunciarem a sua independência e a funcionarem sob regras e mandato.
Por muito tempo, certas organizações escolares dissuadiram os estabelecimentos de terem um projeto, temendo que escapassem da autoridade central. Em geral, deseja-se que o projeto das instituições emane do corpo docente. Acreditava-se que tudo deveria partir das decisões do professor, e a ele, ao controle, devera retornar. Como se o professor pudesse dispor de um conhecimento único e verdadeiro para ser transmitido ao estudante e só a ele coubesse decidir o que, como e com que qualidade devera ser aprendida. Não se da oportunidade ao aluno para qualquer escolha ou tomada de decisão, espera-se sua total submissão a regras impostas pelo sistema.
Daí surge os “Projetos de Ensino”. Decisões hierárquicas coordenadas pelo professor satisfazendo uma seqüência de conteúdos restringindo o aluno a um mero receptor das informações subjugando dessa forma uma característica natural das crianças de perguntadoras que elas adquirem logo que aprendem a falar. Quando iremos nos dar conta de que o processo natural de desenvolvimento do ser humano esta sendo atropelado pela escola e pelas praticas equivocadas de ensino? Que ao invés de domesticarmos essas crianças devemos ajudá-las a aprender e a continuar aprendendo, mas, com entusiasmada por explorações e descobertas, sem deixar de ser um ser humano curioso, inventivo e confiante em suas capacidades.
Aprendizagem por Projeto ou Ensino por Projeto?
Com tudo isso não se pode concluir que não devemos usar a metodologia de projetos. Temos resultados significativos mostrados através de artigos, revistas e depoimentos de professores e colaboradores sobre essa pratica. Destacando que o aluno (principalmente dos anos iniciais) possui competências para formular e equacionar problemas desde que lhe seja permitido expressar suas duvidas e questões, é o professor, ciente dessa realidade, que vem modificando sua pratica deixando de trabalhar o Projeto de Ensino para dar lugar ao Projeto de Aprendizagem. Então nos perguntamos: qual a diferença?
A proposta de trabalho com Projetos de Ensino parte de um tema proposto pelo professor, ou grupo de professores, e requer uma série de etapas que envolvem o aluno como pesquisador, contando com o professor como aquele que “completo” a informação.
A maioria dos Projetos de Ensino é desenvolvida a partir de programas cuja origem é fora da escola, e são considerados como método inovador por mobilizarem uma série de ações que envolvem alunos, grupo gestor, administrativo, a comunidade e professores, sendo esses os agentes responsáveis pelas propostas de atividades, seleção de materiais, distribuição de tarefas e organização da apresentação dos produtos finais.
A finalização dos Projetos de Ensino costuma acontecer de forma que o objeto e produto de estudo, uma vez assimilados, possam ser socializados, e que o conhecimento decorrente do processo promova conscientização e mudanças de atitudes em favor do bem estar da comunidade. Nos Projetos de Ensino, embora haja uma atuação maior dos alunos quanto à busca da informação, a ação do professor é indispensável no planejamento do trabalho, seleção, análise e organização, uma vez que a aprendizagem pretendida com o desenvolvimento do Projeto está voltada para o conteúdo programado, ou para um determinado tema que possa fazer relação com o mesmo. Além disso, os conteúdos do conhecimento têm caráter histórico, cujo acesso se faz pela mediação daqueles que historicamente já os incorporaram. Dessa forma, requer ações específicas e orientadas pelo professor para a assimilação do determinado objeto de estudo visando a aprendizagem “controlada” do que o sistema avalia que o aluno deva possuir, deixando de lado os conhecimentos prévios dos alunos. Projetos prontos como: O folclore, Os animais, A páscoa tão comuns no nosso cotidiano escolar.
Um projeto para aprender deve ir alem dessas datas comemorativas, ele deve ser coordenado pelos alunos e professores individualmente e, ao mesmo tempo, em cooperação, partindo da curiosidade do aluno que pode e deve definir o que gostaria de estudar e como encontrar meios para satisfazer suas duvidas e curiosidades (mesmo que gerem outras ainda maiores).
O professor possui autonomia para essa mudança? O papel do professor nesse novo processo é o de orientador, favorecendo e construindo no aluno uma postura critica disciplinada, questionadora e pesquisadora quanto ao seu objeto de estudo. Essa mudança de atitude requer do professor uma melhor capacitação e motivação. Na revista Nova Escola nº198 dezembro de 2006 da editora Abril pudemos observar como um professor, seja de qualquer região pode fazer essa diferença, possuindo uma capacidade impar em desenvolver um projeto para aprender, envolvendo toda comunidade escolar. Claro que isso não é um processo simples, mas acredito que deva partir do professor esse interesse em provocar mudanças e para isso ele deve este capacitado para vencer as adversidades do nosso dia-a-dia na escola.
Durante meu período de estagio de regência em uma Escola da Rede Municipal de Ensino na cidade de Mossoró, estado do Rio Grande do Norte, pude constatar como os professores buscam de todas as formas burlarem as regras impostas pelo sistema em busca de uma aprendizagem mais significativa dos seus alunos. Mesmo usando os Projetos de Ensino a escola valoriza essa postura do professor em ser criativo capacitando-o para uma pratica mais eficaz como afirma Veiga e Carvalho:
O grande desafio da escola, ao construir sua autonomia, deixando de lado seu papel de mera “repetidora” de programas de “treinamento”, é ousar assumir o papel predominante na formação dos profissionais (1994, p.50).
Na escola em questão, os professores possuem uma boa equipe pedagógica que facilita o trabalho em equipe e em consonância a aprendizagem do aluno. Tendo em vista essa característica, realizei minha pratica centrada no desenvolvimento do aluno como um todo, mas mesmo assim, senti uma grande dificuldade para definir minha pratica de ensino logo que defendo uma metodologia onde os projetos são fatores fundamentais no acesso da aprendizagem real do aluno. Mesmo demonstrando essa postura sócio-construtivista, a escola ainda possui enraizada em sua pratica uma ênfase nos conteúdos e horários rígidos, seguindo a risca determinações políticas que regem o ensino.
Diante desses fatores, percebe-se em evidencia a importância de o professor tomar conhecimento de novas pratica de ensino. Este texto busca sanar algumas duvidas e subsidiar professores e gestores quanto ao favorecimento da Pedagogia por Projetos de Aprendizagem buscaremos aqui explicitarmos um pouco mais sobre essa pratica inovadora e trazer essa problemática ao conhecimento dos professores e de toda equipe pedagógica, dessa forma, já me sentirei satisfeito em ser o promovedor dessa reflexão.
Qualquer aluno, independentemente da série em que se encontre, pode desenvolver projetos de aprendizagem. Num projeto de aprendizagem é o aluno que escolhe o tema que deseja estudar ou investigar. Esse tema não precisa estar vinculado a uma disciplina que esteja cursando ao fazer sua escolha - nem a mais de uma. Ele é simplesmente um assunto (uma questão, um problema) que ele gostaria de estudar ou pesquisar. Ao tentar responder à sua pergunta ou resolver o seu problema, o aluno certamente vai precisar de informações e conhecimentos que normalmente fazem parte das diversas áreas do conhecimento (que são o núcleo das disciplinas) - mas essas informações e esses conhecimentos serão buscados apenas quando forem necessários ou relevantes para o projeto do aluno - e apenas por causa dessa necessidade ou relevância, não porque fazem parte de disciplinas curriculares que precisam ser estudadas.
Muitas vezes, com a boa intenção de ajudar, os professores acabam oferecendo ao aluno roteiros de trabalho que prescrevem o que eles devem estudar do conteúdo das diversas disciplinas curriculares, para poder responder à sua pergunta ou resolver o seu problema. Com isso perdem uma excelente oportunidade de deixar que o aluno explore os diversos itinerários que podem ser seguidos para responder a uma pergunta ou solucionar um problema, entendendo que, nesse processo, precisa buscar informações onde estiverem - livros texto, outros livros na biblioteca, revistas, Internet, entrevistas com especialistas (entre os quais podem se incluir os professores das disciplinas), observação da realidade etc. - e, de posse dessas informações, procurarem analisá-las e organizá-las com o intuito de derivar delas uma resposta aceitável à sua pergunta ou à solução do seu problema.
Assim que um aluno formula uma questão podemos estar diante de um potencial projeto de aprendizagem. O projeto de aprendizagem não precisa necessariamente ser interdisciplinar, podendo envolver apenas uma disciplina. No entanto, isso dificilmente acontece, porque a maior parte das questões interessantes que crianças e jovens formulam, ou a maior parte dos problemas interessantes que despertam a sua atenção, é levantada ou formulada antes mesmo que os alunos tenham conhecimento dos escaninhos ou casulos artificiais que o mundo acadêmico criou para classificar e ordenar o conhecimento: as disciplinas. Assim, mesmo que a questão ou o problema que o aluno estuda ou investiga transcenda os limites disciplinares, a probabilidade é alta que, para responder à sua questão ou resolver o seu problema, o aluno tenha de recorrer a informações que fazem parte da área de mais de uma disciplina.
O papel de problematizador e orientador é um papel que todo professor (e mesmo todo educador) deve exercer todo o tempo - mesmo quando não estiver envolvido em ajudar o aluno a definir ou programar seu projeto de aprendizagem. O papel básico do professor é orientar o aluno - e problematizar é uma forma importante de orientar e, portanto, de facilitar o processo de aprendizagem do aluno. Sua função é ajudar o aluno na busca de respostas para a sua pergunta ou soluções para o seu problema, alimentando, assim, o interesse demonstrado pelo aluno. Além disso, ele poderá ajudar o aluno a comparar, analisar e interpretar as informações que coletar. A aprendizagem se constrói por meio da interação - no caso da escola, quando o aluno conversa, discute, é criticado, critica - não só pelos seus pares, mas também pelo professor. Este é parte essencial do processo - mas ele deixa de ser mera fonte de informações, para assumir o papel de orientador, de problematizador, de facilitador da aprendizagem do aluno.
As novas tecnologias facilitam o acesso à informação, à comunicação, à aprendizagem colaborativa e à disponibilização de idéias. Assim sendo, facilitam enormemente a execução de um projeto de aprendizagem. Mas não são indispensáveis. Elas facilitam o acesso à informação, à comunicação, à aprendizagem colaborativa e à disponibilização de idéias. Mas, além disso, há uma segunda contribuição: as novas tecnologias tornaram possíveis novas formas de escrita e leitura. Nessas novas formas, o texto deixa de ser linear e passa a ser um texto organizado, por quem escreve, na forma de blocos de texto interconectados através de elos (links), permitindo, assim, que quem lê o faça percorrendo itinerários diversos, muitas vezes nem sequer imaginados pelo autor. Por fim, numa terceira contribuição, as novas tecnologias tornaram muito mais fácil elaborar textos coletivos, em que vários autores colaboram no desenvolvimento de uma idéia. O produto resultante pode ser um desses textos não lineares (chamados de hipertextos) ou pode até mesmo ser um texto mais convencional, linear. As novas tecnologias hoje permitem que um livro convencional, linear, seja escrito a várias mãos por pessoas que, muitas vezes, nunca sequer se encontraram face-a-face. O conhecimento, hoje, se constrói e se dissemina em rede - e a Internet é a maior de todas as redes. A Internet se tornou o maior repositório de informações e conhecimentos que jamais existiu. Nenhum texto, nenhuma imagem, nenhum clip de som ou de vídeo se perde ou se extingue. As informações são aproveitadas e reaproveitadas o tempo todo.
No trabalho com projetos de aprendizagem, todo o processo é importante e cada etapa permite que o aluno desenvolva uma série de competências e habilidades. Hoje, porém, a busca de informações talvez seja a etapa mais simples (embora não por isso menos importante) do processo. Atualmente a disponibilidade de informações na sociedade é imensa, e o acesso às diversas fontes de informação é fácil. Por isso, no que diz respeito à matéria prima necessária para que o aluno possa responder à pergunta que ele formulou ou resolver o problema que definiu a escola não precisa mais focar sua atuação na transmissão ou disseminação de informações, podendo e devendo dar atenção a outros aspectos da aprendizagem do aluno - como, por exemplo, a seleção das informações pertinentes que são confiáveis, sua organização, sua análise, o processo crítico (que envolve interação e colaboração) de extrair de um conjunto de informações uma resposta a uma pergunta ou uma solução para um problema. Assim, deixa de ser papel primordial do professor ficar simplesmente repassando informações aos alunos. Suas ações mais importantes se concentram em ajudar o aluno a desenvolver suas competências e habilidades, porque é nisso que consiste a aprendizagem mais importante (e difícil) do aluno. Buscar informações é, hoje, algo relativamente fácil (o que não significa, porém, que seja menos importante).
Com isso, a etapa de busca de informações, durante a construção de um projeto de aprendizagem, deixa de ser a fase mais desafiadora (e, nesse sentido, importante). O que fazemos com a informação encontrada passa a ser o passo mais crucial. A avaliação e a seleção da informação, a organização e a análise do que foram encontrados, os processos de interação e colaboração que levam à resposta da questão ou à solução do problema, tudo isso é, hoje, mais desafiador e importante do que a simples busca de informações.
No plano teórico e ideal, a metodologia de projetos de aprendizagem tem seu foco no desenvolvimento de competências e habilidades, não na absorção de conteúdos curriculares. Sendo assim, não há, nesse plano, uma relação direta da metodologia de projetos de aprendizagem com conteúdos curriculares, pois essa metodologia rejeita a noção de que todas as crianças devam aprender os mesmos conteúdos curriculares. Os conteúdos curriculares passam a ser ferramentas para o desenvolvimento de competências e habilidades e estarão vinculados apenas aos interesses dos alunos. Conteúdo curricular é algo que se busca, quando necessário ou relevante no contexto de um projeto de aprendizagem: não é algo que se transmite, de forma generalizada, a todos os alunos. Assim, muda o foco de atuação da escola.
No plano prático, e levando em conta as condições reais que limitam a atuação da escola, é preciso reconhecer que os conteúdos disciplinares que compõem o currículo vão ainda ocupar um papel importante nas atividades escolares, ainda que se reconheça, no plano teórico e ideal, sua subserviência ao desenvolvimento de competências e habilidades. Por outro lado, é necessário reconhecer que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) são um avanço em relação a um currículo centrado exclusivamente na transmissão de conteúdos disciplinares, pois enfatizam a importância dos seguintes eixos:
- participação da escola no desenvolvimento das competências e habilidades dos alunos e da introdução dessa preocupação no âmbito de cada disciplina;
- introdução no currículo, de forma transversal, de grandes temas que transcendem os limites, em geral estreitos, das diferentes disciplinas;
- contextualização, na realidade e nos interesses dos alunos, dos tópicos abordados pelas diferentes disciplinas.
No entanto, o desenvolvimento de competências e habilidades é proposto dentro da matriz curricular disciplinar, os grandes temas são introduzidos de forma transversal, sempre que for possível, e a contextualização é mais sugerida do que plenamente operacionalizada. Assim, apesar dos avanços, os PCNs não chegam ao ponto de sugerir a substituição da grade curricular centrada em disciplinas por um currículo centrado no desenvolvimento de competências e habilidades. Assim sendo, enquanto esses parâmetros vigorarem, será preciso compatibilizar o desenvolvimento de competências e habilidades com a transmissão do essencial da grade curricular centrada na transmissão de conteúdos disciplinares. Essa compatibilização pode ser feita de várias maneiras:
- reduzindo ao mínimo a carga horária das disciplinas constantes do currículo para gerar tempos (e, por conseguinte, espaços curriculares) nos quais os alunos possam trabalhar com projetos de aprendizagem de seu interesse, que possam ser usados para o desenvolvimento de competências e habilidades;
- viabilizando, sempre que possível, o trabalho colaborativo dos professores, em parceria, para o desenvolvimento de temas comuns às suas áreas de especialização, nos quais os alunos possam vir a se interessar com vistas à elaboração de seus projetos de aprendizagem, individuais ou coletivos, como, por exemplo, o meio ambiente, a sexualidade, a saúde, a economia, a violência, a guerra etc. (tópicos em geral abordados interdisciplinarmente como "temas transversais");
- usando as horas destinadas ao uso do laboratório de informática, dos laboratórios de ciências, do museu de ciências etc., de forma a fomentar o desenvolvimento de projetos de aprendizagem;
- dando ênfase, no seio das disciplinas, mais aos aspectos metodológicos do que ao conteúdo, propriamente dito, mostrando, assim, como as várias disciplinas vêem e praticam a pesquisa e a investigação (que são tentativas de responder a perguntas e de resolver problemas), pois essa abordagem pode ser extremamente útil no desenvolvimento de projetos de aprendizagem dos alunos.
Essas medidas podem ser incentivadas dentro da flexibilidade que a legislação e os PCNs permitem, de modo à gradativamente "subverter" a educação tradicional que está embutida na ênfase no currículo orientado para a transmissão de conteúdos disciplinares.
A avaliação deverá acontecer durante todo o processo, tendo como foco o desenvolvimento dos quatro conjuntos de competências básicas, a saber: pessoais, relacionais, cognitivas e produtivas. A avaliação deve ser uma ferramenta de aprendizagem para o aluno, na medida em que oportuniza a reflexão sobre como ele está aprendendo. A avaliação deverá ser feita tendo como parâmetros indicadores baseados nos quatro conjuntos de competências mencionados, indicadores esses formulados com clareza e precisão, para que o processo seja transparente. Isso deve ser feito, porém, sem tentar padronizar a aprendizagem dos diferentes alunos, mas, ao contrário, contemplando as diferenças individuais e o ritmo próprio de cada um. É essencial lembrar que o processo de avaliação inclui não só a avaliação do aluno pelo professor ou mesmo pelo grupo de professores, mas, também, a avaliação do trabalho de cada aluno por si mesmo e pelos colegas, tornando o processo de avaliação mais uma etapa no processo de aprendizagem colaborativa do grupo.
Considerações finais
A busca de soluções para as questões que estão sempre surgindo no meio educacional, configura a atitude e a conduta de verdadeiros pesquisadores.
Em todo processo educativo levantamos duvidas e encontramos certezas provisórias, porque o processo de construção é continuo. Quando analisamos a pratica pedagógica de qualquer professor, observamos que por trás de cada ação há sempre um conjunto de idéias que os orienta. Mesmo quando ele não tem consciência dessas idéias, ou teorias, elas estão presentes.
Verifica-se a importância do professor pesquisador diante das novas praticas educacional. O professor necessita cada vez mais se “reciclar” e estar aberto para novos saberes. Dada à abrangência dos assuntos aqui discutidos, espera-se que o leitor não se satisfaça somente com essa leitura, mas que adquira a curiosidade perguntadeira de uma criança e busque mais subsídios para melhorar cada vez mais sua pratica educativa e em consonância a aprendizagem do aluno.
Bibliografia.
Didática, Currículo e Saberes escolares/Vera Maria Candau (org.) Rio Janeiro: DP&A, 2001. 2ª edição.
FAGUNDES, Lea da Cruz - co-autores: Luciane Sayuri Sato/ Débora Laurino Maçada “Aprendizes do Futuro: As inovações começaram”.
Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais/ Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. 3ªed. – Brasília: A secretaria, 2001.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Educação básica: Projeto Político-Pedagogico. Educação superior: Projeto Político-Pedagogico/ Ilma Passos Alencastro Veiga – Campinas, SP: Papirus, 2004 (coleção magistério: formação e trabalho pedagógico).
Revista Nova Escola. Nº. 198, dezembro de 2006.
“O saber que não vem da experiência não é realmente saber”
Lev Vygstsky
Ivete Geane de Morais Barra
Em nossa cultura, não é absolutamente estranho “realizar projetos”. Ao contrario, essa é uma maneira de ser que parece se impor a todos, mesmo aqueles que não tem recursos ou vocação para isso. No sentido etimológico, o termo projeto vem do latim projectu, particípio passado do verbo projicere, que significa lançar para adiante. Plano, intento, desígnio. Empresa, empreendimento. Redação Provisória de Lei. Plano geral de edificação (Ferreira 1975, p. 1.144).
A metodologia de projetos tem sido alvo de discussões e estudos na intenção de que possa vir a ser condição para uma pratica pedagógica eficiente e promovedora da aprendizagem. O termo Projeto surge numa forma regular no decorrer do século XV, tanto nas exatas como nas ciências humanas. Múltiplas atividades de pesquisas orientadas para a produção de conhecimentos são balizadas graças à criação de projetos prévios. Mesmo assim, utilizar dessa metodologia em nossas salas de aula ainda é bastante recente em nossa realidade.
Todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma nova estabilidade em função da promessa que cada projeto contem de estado melhor do que presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente a determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo sues atores e autores (Godatti 1994, p.579).
Projeto passou a ser uma palavra de ordem a partir da publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais em 1996, como uma opção metodológica que considera a atuação do educando na construção do seu próprio conhecimento valorizando suas experiências, seus conhecimentos prévios e a interação professor/aluno (...) (PCN – Introdução – vol. 1). Diante dessa necessidade de dar coerência a diversas atividades de aprendizagem realizadas na sala de aula, algumas escolas passaram a organizar seus trabalhos em torno do que se denominam Projetos. Isto é, articula-se um trabalho complexo e prolongado que culmina num produto que acaba naturalmente sendo uma publicação: mural, documento, etc. desnecessário dizer que esse tipo de organização da atividade contempla alguns aspectos motivacionais como a possibilidade de dar sentido ao trabalho escolar e significado as tarefas incentivando o trabalho cooperativo dos alunos em todas as fases de realização do projeto.
Há diferentes caminhos que podem levar a construção de um projeto, mas na maioria das vezes a escola publica e grandes redes confessionais possuem uma lógica bem diferente. Mesmo quando as escolas se construíram de forma autônoma, sua integração a rede leva-as a renunciarem a sua independência e a funcionarem sob regras e mandato.
Por muito tempo, certas organizações escolares dissuadiram os estabelecimentos de terem um projeto, temendo que escapassem da autoridade central. Em geral, deseja-se que o projeto das instituições emane do corpo docente. Acreditava-se que tudo deveria partir das decisões do professor, e a ele, ao controle, devera retornar. Como se o professor pudesse dispor de um conhecimento único e verdadeiro para ser transmitido ao estudante e só a ele coubesse decidir o que, como e com que qualidade devera ser aprendida. Não se da oportunidade ao aluno para qualquer escolha ou tomada de decisão, espera-se sua total submissão a regras impostas pelo sistema.
Daí surge os “Projetos de Ensino”. Decisões hierárquicas coordenadas pelo professor satisfazendo uma seqüência de conteúdos restringindo o aluno a um mero receptor das informações subjugando dessa forma uma característica natural das crianças de perguntadoras que elas adquirem logo que aprendem a falar. Quando iremos nos dar conta de que o processo natural de desenvolvimento do ser humano esta sendo atropelado pela escola e pelas praticas equivocadas de ensino? Que ao invés de domesticarmos essas crianças devemos ajudá-las a aprender e a continuar aprendendo, mas, com entusiasmada por explorações e descobertas, sem deixar de ser um ser humano curioso, inventivo e confiante em suas capacidades.
Aprendizagem por Projeto ou Ensino por Projeto?
Com tudo isso não se pode concluir que não devemos usar a metodologia de projetos. Temos resultados significativos mostrados através de artigos, revistas e depoimentos de professores e colaboradores sobre essa pratica. Destacando que o aluno (principalmente dos anos iniciais) possui competências para formular e equacionar problemas desde que lhe seja permitido expressar suas duvidas e questões, é o professor, ciente dessa realidade, que vem modificando sua pratica deixando de trabalhar o Projeto de Ensino para dar lugar ao Projeto de Aprendizagem. Então nos perguntamos: qual a diferença?
A proposta de trabalho com Projetos de Ensino parte de um tema proposto pelo professor, ou grupo de professores, e requer uma série de etapas que envolvem o aluno como pesquisador, contando com o professor como aquele que “completo” a informação.
A maioria dos Projetos de Ensino é desenvolvida a partir de programas cuja origem é fora da escola, e são considerados como método inovador por mobilizarem uma série de ações que envolvem alunos, grupo gestor, administrativo, a comunidade e professores, sendo esses os agentes responsáveis pelas propostas de atividades, seleção de materiais, distribuição de tarefas e organização da apresentação dos produtos finais.
A finalização dos Projetos de Ensino costuma acontecer de forma que o objeto e produto de estudo, uma vez assimilados, possam ser socializados, e que o conhecimento decorrente do processo promova conscientização e mudanças de atitudes em favor do bem estar da comunidade. Nos Projetos de Ensino, embora haja uma atuação maior dos alunos quanto à busca da informação, a ação do professor é indispensável no planejamento do trabalho, seleção, análise e organização, uma vez que a aprendizagem pretendida com o desenvolvimento do Projeto está voltada para o conteúdo programado, ou para um determinado tema que possa fazer relação com o mesmo. Além disso, os conteúdos do conhecimento têm caráter histórico, cujo acesso se faz pela mediação daqueles que historicamente já os incorporaram. Dessa forma, requer ações específicas e orientadas pelo professor para a assimilação do determinado objeto de estudo visando a aprendizagem “controlada” do que o sistema avalia que o aluno deva possuir, deixando de lado os conhecimentos prévios dos alunos. Projetos prontos como: O folclore, Os animais, A páscoa tão comuns no nosso cotidiano escolar.
Um projeto para aprender deve ir alem dessas datas comemorativas, ele deve ser coordenado pelos alunos e professores individualmente e, ao mesmo tempo, em cooperação, partindo da curiosidade do aluno que pode e deve definir o que gostaria de estudar e como encontrar meios para satisfazer suas duvidas e curiosidades (mesmo que gerem outras ainda maiores).
O professor possui autonomia para essa mudança? O papel do professor nesse novo processo é o de orientador, favorecendo e construindo no aluno uma postura critica disciplinada, questionadora e pesquisadora quanto ao seu objeto de estudo. Essa mudança de atitude requer do professor uma melhor capacitação e motivação. Na revista Nova Escola nº198 dezembro de 2006 da editora Abril pudemos observar como um professor, seja de qualquer região pode fazer essa diferença, possuindo uma capacidade impar em desenvolver um projeto para aprender, envolvendo toda comunidade escolar. Claro que isso não é um processo simples, mas acredito que deva partir do professor esse interesse em provocar mudanças e para isso ele deve este capacitado para vencer as adversidades do nosso dia-a-dia na escola.
Durante meu período de estagio de regência em uma Escola da Rede Municipal de Ensino na cidade de Mossoró, estado do Rio Grande do Norte, pude constatar como os professores buscam de todas as formas burlarem as regras impostas pelo sistema em busca de uma aprendizagem mais significativa dos seus alunos. Mesmo usando os Projetos de Ensino a escola valoriza essa postura do professor em ser criativo capacitando-o para uma pratica mais eficaz como afirma Veiga e Carvalho:
O grande desafio da escola, ao construir sua autonomia, deixando de lado seu papel de mera “repetidora” de programas de “treinamento”, é ousar assumir o papel predominante na formação dos profissionais (1994, p.50).
Na escola em questão, os professores possuem uma boa equipe pedagógica que facilita o trabalho em equipe e em consonância a aprendizagem do aluno. Tendo em vista essa característica, realizei minha pratica centrada no desenvolvimento do aluno como um todo, mas mesmo assim, senti uma grande dificuldade para definir minha pratica de ensino logo que defendo uma metodologia onde os projetos são fatores fundamentais no acesso da aprendizagem real do aluno. Mesmo demonstrando essa postura sócio-construtivista, a escola ainda possui enraizada em sua pratica uma ênfase nos conteúdos e horários rígidos, seguindo a risca determinações políticas que regem o ensino.
Diante desses fatores, percebe-se em evidencia a importância de o professor tomar conhecimento de novas pratica de ensino. Este texto busca sanar algumas duvidas e subsidiar professores e gestores quanto ao favorecimento da Pedagogia por Projetos de Aprendizagem buscaremos aqui explicitarmos um pouco mais sobre essa pratica inovadora e trazer essa problemática ao conhecimento dos professores e de toda equipe pedagógica, dessa forma, já me sentirei satisfeito em ser o promovedor dessa reflexão.
Qualquer aluno, independentemente da série em que se encontre, pode desenvolver projetos de aprendizagem. Num projeto de aprendizagem é o aluno que escolhe o tema que deseja estudar ou investigar. Esse tema não precisa estar vinculado a uma disciplina que esteja cursando ao fazer sua escolha - nem a mais de uma. Ele é simplesmente um assunto (uma questão, um problema) que ele gostaria de estudar ou pesquisar. Ao tentar responder à sua pergunta ou resolver o seu problema, o aluno certamente vai precisar de informações e conhecimentos que normalmente fazem parte das diversas áreas do conhecimento (que são o núcleo das disciplinas) - mas essas informações e esses conhecimentos serão buscados apenas quando forem necessários ou relevantes para o projeto do aluno - e apenas por causa dessa necessidade ou relevância, não porque fazem parte de disciplinas curriculares que precisam ser estudadas.
Muitas vezes, com a boa intenção de ajudar, os professores acabam oferecendo ao aluno roteiros de trabalho que prescrevem o que eles devem estudar do conteúdo das diversas disciplinas curriculares, para poder responder à sua pergunta ou resolver o seu problema. Com isso perdem uma excelente oportunidade de deixar que o aluno explore os diversos itinerários que podem ser seguidos para responder a uma pergunta ou solucionar um problema, entendendo que, nesse processo, precisa buscar informações onde estiverem - livros texto, outros livros na biblioteca, revistas, Internet, entrevistas com especialistas (entre os quais podem se incluir os professores das disciplinas), observação da realidade etc. - e, de posse dessas informações, procurarem analisá-las e organizá-las com o intuito de derivar delas uma resposta aceitável à sua pergunta ou à solução do seu problema.
Assim que um aluno formula uma questão podemos estar diante de um potencial projeto de aprendizagem. O projeto de aprendizagem não precisa necessariamente ser interdisciplinar, podendo envolver apenas uma disciplina. No entanto, isso dificilmente acontece, porque a maior parte das questões interessantes que crianças e jovens formulam, ou a maior parte dos problemas interessantes que despertam a sua atenção, é levantada ou formulada antes mesmo que os alunos tenham conhecimento dos escaninhos ou casulos artificiais que o mundo acadêmico criou para classificar e ordenar o conhecimento: as disciplinas. Assim, mesmo que a questão ou o problema que o aluno estuda ou investiga transcenda os limites disciplinares, a probabilidade é alta que, para responder à sua questão ou resolver o seu problema, o aluno tenha de recorrer a informações que fazem parte da área de mais de uma disciplina.
O papel de problematizador e orientador é um papel que todo professor (e mesmo todo educador) deve exercer todo o tempo - mesmo quando não estiver envolvido em ajudar o aluno a definir ou programar seu projeto de aprendizagem. O papel básico do professor é orientar o aluno - e problematizar é uma forma importante de orientar e, portanto, de facilitar o processo de aprendizagem do aluno. Sua função é ajudar o aluno na busca de respostas para a sua pergunta ou soluções para o seu problema, alimentando, assim, o interesse demonstrado pelo aluno. Além disso, ele poderá ajudar o aluno a comparar, analisar e interpretar as informações que coletar. A aprendizagem se constrói por meio da interação - no caso da escola, quando o aluno conversa, discute, é criticado, critica - não só pelos seus pares, mas também pelo professor. Este é parte essencial do processo - mas ele deixa de ser mera fonte de informações, para assumir o papel de orientador, de problematizador, de facilitador da aprendizagem do aluno.
As novas tecnologias facilitam o acesso à informação, à comunicação, à aprendizagem colaborativa e à disponibilização de idéias. Assim sendo, facilitam enormemente a execução de um projeto de aprendizagem. Mas não são indispensáveis. Elas facilitam o acesso à informação, à comunicação, à aprendizagem colaborativa e à disponibilização de idéias. Mas, além disso, há uma segunda contribuição: as novas tecnologias tornaram possíveis novas formas de escrita e leitura. Nessas novas formas, o texto deixa de ser linear e passa a ser um texto organizado, por quem escreve, na forma de blocos de texto interconectados através de elos (links), permitindo, assim, que quem lê o faça percorrendo itinerários diversos, muitas vezes nem sequer imaginados pelo autor. Por fim, numa terceira contribuição, as novas tecnologias tornaram muito mais fácil elaborar textos coletivos, em que vários autores colaboram no desenvolvimento de uma idéia. O produto resultante pode ser um desses textos não lineares (chamados de hipertextos) ou pode até mesmo ser um texto mais convencional, linear. As novas tecnologias hoje permitem que um livro convencional, linear, seja escrito a várias mãos por pessoas que, muitas vezes, nunca sequer se encontraram face-a-face. O conhecimento, hoje, se constrói e se dissemina em rede - e a Internet é a maior de todas as redes. A Internet se tornou o maior repositório de informações e conhecimentos que jamais existiu. Nenhum texto, nenhuma imagem, nenhum clip de som ou de vídeo se perde ou se extingue. As informações são aproveitadas e reaproveitadas o tempo todo.
No trabalho com projetos de aprendizagem, todo o processo é importante e cada etapa permite que o aluno desenvolva uma série de competências e habilidades. Hoje, porém, a busca de informações talvez seja a etapa mais simples (embora não por isso menos importante) do processo. Atualmente a disponibilidade de informações na sociedade é imensa, e o acesso às diversas fontes de informação é fácil. Por isso, no que diz respeito à matéria prima necessária para que o aluno possa responder à pergunta que ele formulou ou resolver o problema que definiu a escola não precisa mais focar sua atuação na transmissão ou disseminação de informações, podendo e devendo dar atenção a outros aspectos da aprendizagem do aluno - como, por exemplo, a seleção das informações pertinentes que são confiáveis, sua organização, sua análise, o processo crítico (que envolve interação e colaboração) de extrair de um conjunto de informações uma resposta a uma pergunta ou uma solução para um problema. Assim, deixa de ser papel primordial do professor ficar simplesmente repassando informações aos alunos. Suas ações mais importantes se concentram em ajudar o aluno a desenvolver suas competências e habilidades, porque é nisso que consiste a aprendizagem mais importante (e difícil) do aluno. Buscar informações é, hoje, algo relativamente fácil (o que não significa, porém, que seja menos importante).
Com isso, a etapa de busca de informações, durante a construção de um projeto de aprendizagem, deixa de ser a fase mais desafiadora (e, nesse sentido, importante). O que fazemos com a informação encontrada passa a ser o passo mais crucial. A avaliação e a seleção da informação, a organização e a análise do que foram encontrados, os processos de interação e colaboração que levam à resposta da questão ou à solução do problema, tudo isso é, hoje, mais desafiador e importante do que a simples busca de informações.
No plano teórico e ideal, a metodologia de projetos de aprendizagem tem seu foco no desenvolvimento de competências e habilidades, não na absorção de conteúdos curriculares. Sendo assim, não há, nesse plano, uma relação direta da metodologia de projetos de aprendizagem com conteúdos curriculares, pois essa metodologia rejeita a noção de que todas as crianças devam aprender os mesmos conteúdos curriculares. Os conteúdos curriculares passam a ser ferramentas para o desenvolvimento de competências e habilidades e estarão vinculados apenas aos interesses dos alunos. Conteúdo curricular é algo que se busca, quando necessário ou relevante no contexto de um projeto de aprendizagem: não é algo que se transmite, de forma generalizada, a todos os alunos. Assim, muda o foco de atuação da escola.
No plano prático, e levando em conta as condições reais que limitam a atuação da escola, é preciso reconhecer que os conteúdos disciplinares que compõem o currículo vão ainda ocupar um papel importante nas atividades escolares, ainda que se reconheça, no plano teórico e ideal, sua subserviência ao desenvolvimento de competências e habilidades. Por outro lado, é necessário reconhecer que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) são um avanço em relação a um currículo centrado exclusivamente na transmissão de conteúdos disciplinares, pois enfatizam a importância dos seguintes eixos:
- participação da escola no desenvolvimento das competências e habilidades dos alunos e da introdução dessa preocupação no âmbito de cada disciplina;
- introdução no currículo, de forma transversal, de grandes temas que transcendem os limites, em geral estreitos, das diferentes disciplinas;
- contextualização, na realidade e nos interesses dos alunos, dos tópicos abordados pelas diferentes disciplinas.
No entanto, o desenvolvimento de competências e habilidades é proposto dentro da matriz curricular disciplinar, os grandes temas são introduzidos de forma transversal, sempre que for possível, e a contextualização é mais sugerida do que plenamente operacionalizada. Assim, apesar dos avanços, os PCNs não chegam ao ponto de sugerir a substituição da grade curricular centrada em disciplinas por um currículo centrado no desenvolvimento de competências e habilidades. Assim sendo, enquanto esses parâmetros vigorarem, será preciso compatibilizar o desenvolvimento de competências e habilidades com a transmissão do essencial da grade curricular centrada na transmissão de conteúdos disciplinares. Essa compatibilização pode ser feita de várias maneiras:
- reduzindo ao mínimo a carga horária das disciplinas constantes do currículo para gerar tempos (e, por conseguinte, espaços curriculares) nos quais os alunos possam trabalhar com projetos de aprendizagem de seu interesse, que possam ser usados para o desenvolvimento de competências e habilidades;
- viabilizando, sempre que possível, o trabalho colaborativo dos professores, em parceria, para o desenvolvimento de temas comuns às suas áreas de especialização, nos quais os alunos possam vir a se interessar com vistas à elaboração de seus projetos de aprendizagem, individuais ou coletivos, como, por exemplo, o meio ambiente, a sexualidade, a saúde, a economia, a violência, a guerra etc. (tópicos em geral abordados interdisciplinarmente como "temas transversais");
- usando as horas destinadas ao uso do laboratório de informática, dos laboratórios de ciências, do museu de ciências etc., de forma a fomentar o desenvolvimento de projetos de aprendizagem;
- dando ênfase, no seio das disciplinas, mais aos aspectos metodológicos do que ao conteúdo, propriamente dito, mostrando, assim, como as várias disciplinas vêem e praticam a pesquisa e a investigação (que são tentativas de responder a perguntas e de resolver problemas), pois essa abordagem pode ser extremamente útil no desenvolvimento de projetos de aprendizagem dos alunos.
Essas medidas podem ser incentivadas dentro da flexibilidade que a legislação e os PCNs permitem, de modo à gradativamente "subverter" a educação tradicional que está embutida na ênfase no currículo orientado para a transmissão de conteúdos disciplinares.
A avaliação deverá acontecer durante todo o processo, tendo como foco o desenvolvimento dos quatro conjuntos de competências básicas, a saber: pessoais, relacionais, cognitivas e produtivas. A avaliação deve ser uma ferramenta de aprendizagem para o aluno, na medida em que oportuniza a reflexão sobre como ele está aprendendo. A avaliação deverá ser feita tendo como parâmetros indicadores baseados nos quatro conjuntos de competências mencionados, indicadores esses formulados com clareza e precisão, para que o processo seja transparente. Isso deve ser feito, porém, sem tentar padronizar a aprendizagem dos diferentes alunos, mas, ao contrário, contemplando as diferenças individuais e o ritmo próprio de cada um. É essencial lembrar que o processo de avaliação inclui não só a avaliação do aluno pelo professor ou mesmo pelo grupo de professores, mas, também, a avaliação do trabalho de cada aluno por si mesmo e pelos colegas, tornando o processo de avaliação mais uma etapa no processo de aprendizagem colaborativa do grupo.
Considerações finais
A busca de soluções para as questões que estão sempre surgindo no meio educacional, configura a atitude e a conduta de verdadeiros pesquisadores.
Em todo processo educativo levantamos duvidas e encontramos certezas provisórias, porque o processo de construção é continuo. Quando analisamos a pratica pedagógica de qualquer professor, observamos que por trás de cada ação há sempre um conjunto de idéias que os orienta. Mesmo quando ele não tem consciência dessas idéias, ou teorias, elas estão presentes.
Verifica-se a importância do professor pesquisador diante das novas praticas educacional. O professor necessita cada vez mais se “reciclar” e estar aberto para novos saberes. Dada à abrangência dos assuntos aqui discutidos, espera-se que o leitor não se satisfaça somente com essa leitura, mas que adquira a curiosidade perguntadeira de uma criança e busque mais subsídios para melhorar cada vez mais sua pratica educativa e em consonância a aprendizagem do aluno.
Bibliografia.
Didática, Currículo e Saberes escolares/Vera Maria Candau (org.) Rio Janeiro: DP&A, 2001. 2ª edição.
FAGUNDES, Lea da Cruz - co-autores: Luciane Sayuri Sato/ Débora Laurino Maçada “Aprendizes do Futuro: As inovações começaram”.
Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais/ Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. 3ªed. – Brasília: A secretaria, 2001.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Educação básica: Projeto Político-Pedagogico. Educação superior: Projeto Político-Pedagogico/ Ilma Passos Alencastro Veiga – Campinas, SP: Papirus, 2004 (coleção magistério: formação e trabalho pedagógico).
Revista Nova Escola. Nº. 198, dezembro de 2006.
Reflita....
"Os adultos querem compreender as crianças e dominá-las. Eles deveriam escutá-las."
Françoes Dolto.
Françoes Dolto.
sexta-feira, 22 de junho de 2007
Arraia Antonio Francisco
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Hoje a movimentação na cidade era enorme por conta do Arraia antonio Francisco. Alunos e equipe escolar se mobilizaram para proporcionar ao publico uma noite de alegria com direito a comidas tipicas, Quadrilhas, muita alegria e descontração.
Essa Equipe é DMaissssss!!! Parabens Eliane Medeiros, Diretora da Escola.
Arraia Antonio Francisco
Arraia Antonio Francisco
Quadrilha da Escola Estadual Antonio Francisco.
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A Criançada era só alegria.
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A Criançada era só alegria.
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Na ponta da língua
Lendo um texto de Jô Soares “Português é fácil de aprender porque é uma língua que se escreve exatamente como se fala”, onde o humorista satiriza a complexidade da nossa Língua, nos remetemos às aulas de Língua Portuguesa. É necessário ter em mente as várias incoerências de nossa Língua, como letras iguais com sons diferentes e sons idênticos em letras distintas, dentre outras não menos interessantes.
Considerando a antecedência da fala à escrita, na história da humanidade e a evolução constantemente mais rápida da primeira em relação à segunda, achamos fascinantes as descobertas que se fazem nas aulas. Há idéias que surgem e estavam por vezes latentes em nós, mas as quais não havíamos trazido à reflexão. Temos por exemplos a ausência gráfica do som anasalado da palavra muito, as conjugações dos verbos crer, vir, frigir, dentre outros.
Nossa Língua se desvenda à nossa frente e, sem vergonha, anda nua pela sala, pela fala. Nos faz, por vezes corar perante nossa própria ignorância, ou de achar graça pela sabedoria em nós incutida pelos séculos de comunicação, truncada ou não.
Não devemos desejar ser gramáticas ambulantes, nem fazer com nossos alunos exercícios enfadonhos. Porém, pretendemos compreender a Língua que usamos para melhor utilizá-la em prol de auxiliarmos na formação de cidadãos críticos, criativos e conscientes do poder que têm: poder de quem possui o Português correto, na ponta da língua.
Português é fácil de aprender porque é uma língua que se escreve exatamente como se fala.
Pois é. U purtugêis é muinto fáciu di aprender, purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. Im purtuguêis não. É só prestátenção. U alemão pur exemplu. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. Até nu espanhol qui é parecidu, si iscrevi muinto diferenti. Qui bom qui a minha língua é u portuguêis. Quem soubé falá sabi iscrevê.
Jô Soares, revista Veja, 28 de novembro de 1990
Considerando a antecedência da fala à escrita, na história da humanidade e a evolução constantemente mais rápida da primeira em relação à segunda, achamos fascinantes as descobertas que se fazem nas aulas. Há idéias que surgem e estavam por vezes latentes em nós, mas as quais não havíamos trazido à reflexão. Temos por exemplos a ausência gráfica do som anasalado da palavra muito, as conjugações dos verbos crer, vir, frigir, dentre outros.
Nossa Língua se desvenda à nossa frente e, sem vergonha, anda nua pela sala, pela fala. Nos faz, por vezes corar perante nossa própria ignorância, ou de achar graça pela sabedoria em nós incutida pelos séculos de comunicação, truncada ou não.
Não devemos desejar ser gramáticas ambulantes, nem fazer com nossos alunos exercícios enfadonhos. Porém, pretendemos compreender a Língua que usamos para melhor utilizá-la em prol de auxiliarmos na formação de cidadãos críticos, criativos e conscientes do poder que têm: poder de quem possui o Português correto, na ponta da língua.
Português é fácil de aprender porque é uma língua que se escreve exatamente como se fala.
Pois é. U purtugêis é muinto fáciu di aprender, purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. Im purtuguêis não. É só prestátenção. U alemão pur exemplu. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. Até nu espanhol qui é parecidu, si iscrevi muinto diferenti. Qui bom qui a minha língua é u portuguêis. Quem soubé falá sabi iscrevê.
Jô Soares, revista Veja, 28 de novembro de 1990
Brinquedos Cantados.
PIRULITO QUE BATE-BATE
Pirulito que bate-bate
Pirulito que já bateu
Quem gosta de mim é ela
Quem gosta dela sou eu.
MEU URSINHO
O meu ursinho é carinhoso
Me dá um beijo e bem gostoso
Me dá um abraço bem apertado (bis)
É carinhoso, é carinhoso
Com a patinha alisa meu rosto
Faz cafuné, éFaz cafuné, é
oça minhas costas e depois meu pé
O meu ursinho é carinhoso
Me dá um beijo e bem gostoso
Me dá um abraço bem apertado (bis)
É uma gracinhaÉ uma gracinha
Mas também gosta de fazer cosquinha, cosquinha
A ZEFA
A Zefa é uma galinha
Charmosa e inteligente
Vive ciscando para frente
Vive ciscando para trás
Bate suas asinhas
Balança suas perninhas
Na hora de fazer
Có, coricó.
O JACARÉ
O jacaré passeando na lagoaIa dizendo:
— Ai meu Deus que coisa boa!
Abriu a boca!
Mostrou os dentes!
Se preparando para morder
a toda gente
FUI NA ROÇA (Variação de "Fui ao mercado")
Fui na roça
plantar batata roxa
Veio a formiguinha
e mordeu na minha coxa
Fui na sala
assistir televisão
Veio a formiguinha
e mordeu a minha mão
Fui no quarto
arrumar o meu laço
Veio a formiguinha
e mordeu meu braço
Fui na cozinha
tomar café
Veio a formiguinha
e mordeu meu pé
Fui no banheiro, fazer pipi
Veio a formiguinha e mordeu aqui ...
A TARTARUGUINHA
Ouvi contar uma história
Uma história engraçadinha
Da tartaruguinha,
da tartaruguinha
Houve uma festa lá no céu
Mas o céu era distante
E a tartaruguinha viajou
Na orelha do elefante
Quando o festa terminou
A bicharada se mandou
Quem viu a tartaruguinha
Quem viu?
Lá , do céu ela caiu,
São Pedro o céu varreu
E da pobrezinha se esqueceu
Ela disse: eu me quebrei toda
Ai meu corpinho está de fora
Como é que eu vou fazer,
Pai do céu?
Como vou viver agora?
Pai do céu juntou
os caquinhos e colou
Mais bonita ela ficou!
SE VOCÊ ESTÁ FELIZ
Se você está feliz
Bata palmas (bis)
Se você está feliz
E quer mostrar
Pra toda gente
Se você está feliz
Bata palmas
Se você está feliz
Bata os pés... (dê uma gargalhada, grite viva!)
BIDU
Vem cá Bidu
Vem cá Bidu,
Vem cá , vem cá, vem cá
Não vou lá, não vou lá, não vou lá
Tenho medo de apanhar
MINHOCA
Minhoca, minhoca,
Me dá uma beijoca
Não dou, não dou
Então eu vou roubar...
Sssmmmaaaccckkk!
Minhoco, minhoco,
Você está ficando louco
Beijoiu do lado errado
A boca é do outro lado.
Minhoquinha - Faça os movimentos da minhoquinha com os dedos e por último com as mãos.
Uma minhoquinha
Faz ginastiquinha
Duas minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Três minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Quatro minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Cinco minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Seis minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Sete minhoquinhyas
Fazem ginastiquinha
Oito minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Nove minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Dez minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Um minhocão
Faz "ginasticão"
Dois minhocões
Fazem "ginasticões".
BRUXINHA
Todo dia as seis a Bruxinha vem
Todo dias as sete, seu vestido veste
Todo dia as oito, vai comer biscoito
Todo dia as nove, vai ver se não chove
Todo dia as dez, vai comer pastéis!
E vai fazer foguinho, pra fazer docinho
Mexe que mexe, mexe bum!
Boneco de lata
Obs... Repita o desamassa, fazendo os gestos com as mãos, tocando os lugares referidos anteriormente.
O meu boneco de lata bateu
A cabeça no chão
Levou mais de uma hora na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
O pescoço no chão
Levou mais de duas horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
O tórax no chão
Levou mais de três horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
A barriga no chão
Levou mais de quatro horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
O bumbum no chão
Levou mais de cinco horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
A barriga no chão
Levou mais de seis horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
O joelho no chão
Levou mais de sete horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
A perna no chão
Levou mais de oito horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
O tornozelo no chão
Levou mais de nove horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
O pé no chão
Levou mais de dez horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
A abelhinha
Pelo jardim afora
voa a abelhinha
com uma mão
na cabeça
e a outra na barriga
Pelo jardim afora
voa a abelhinha
com uma mão na orelha
e a outra no nariz
Pelo jardim afora
voa a abelhinha
com uma mão no queixo
e a outra no umbigo
Pelo jardim afora
voa a abelhinha
com uma mão no pescoço
e a outra no bumbum
Pelo jardim afora
voa a abelhinha
com uma mão nos cílios
e a outra no cotovelo
Pelo jardim afora
voa a abelhinha
com uma mão na cintura
e a outra dando tchau!
Fui Ao Mercado
Fui ao mercado comprar café
Veio a formiguinha
E picou o meu pé
Eu sacudi, sacudi, sacudi
Mas a formiguinha não parava de subir
Fui ao mercado comprar batata-roxa
Veio a formiguinha
E picou a minha coxa
Eu sacudi, sacudi, sacudi
Mas a formiguinha não parava de subir
Fui ao mercado comprar mamão
Veio a formiguinha
E picou a minha mão
Eu sacudi, sacudi, sacudi
Mas a formiguinha não parava de subir
Fui ao mercado comprar jerimum
Veio a formiguinha
E picou o meu bumbum
Eu sacudi, sacudi, sacudi
Mas a formiguinha não parava de subir
"Cabeça, ombro, joelho e pé" - troque o "hum" por silêncio...
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Hum, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Hum, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Hum, hum, joelho e pé
Joelho e pé
Hum, hum, joelho e pé
Joelho e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, joelho e pé
Joelho e pé
Hum, hum, hum e pé
Joelho e pé
Hum, hum, hum e pé
Joelho e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, hum e pé
Joelho e pé
Hum, hum, hum e hum
Joelho e pé
Hum, hum, hum e hum
Joelho e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, hum e hum
Joelho e pé
Hum, hum, hum e hum
Hum e pé
Hum, hum, hum e hum
Hum e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, hum e hum
Hum e pé
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, boca e nariz
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Pirulito que bate-bate
Pirulito que já bateu
Quem gosta de mim é ela
Quem gosta dela sou eu.
MEU URSINHO
O meu ursinho é carinhoso
Me dá um beijo e bem gostoso
Me dá um abraço bem apertado (bis)
É carinhoso, é carinhoso
Com a patinha alisa meu rosto
Faz cafuné, éFaz cafuné, é
oça minhas costas e depois meu pé
O meu ursinho é carinhoso
Me dá um beijo e bem gostoso
Me dá um abraço bem apertado (bis)
É uma gracinhaÉ uma gracinha
Mas também gosta de fazer cosquinha, cosquinha
A ZEFA
A Zefa é uma galinha
Charmosa e inteligente
Vive ciscando para frente
Vive ciscando para trás
Bate suas asinhas
Balança suas perninhas
Na hora de fazer
Có, coricó.
O JACARÉ
O jacaré passeando na lagoaIa dizendo:
— Ai meu Deus que coisa boa!
Abriu a boca!
Mostrou os dentes!
Se preparando para morder
a toda gente
FUI NA ROÇA (Variação de "Fui ao mercado")
Fui na roça
plantar batata roxa
Veio a formiguinha
e mordeu na minha coxa
Fui na sala
assistir televisão
Veio a formiguinha
e mordeu a minha mão
Fui no quarto
arrumar o meu laço
Veio a formiguinha
e mordeu meu braço
Fui na cozinha
tomar café
Veio a formiguinha
e mordeu meu pé
Fui no banheiro, fazer pipi
Veio a formiguinha e mordeu aqui ...
A TARTARUGUINHA
Ouvi contar uma história
Uma história engraçadinha
Da tartaruguinha,
da tartaruguinha
Houve uma festa lá no céu
Mas o céu era distante
E a tartaruguinha viajou
Na orelha do elefante
Quando o festa terminou
A bicharada se mandou
Quem viu a tartaruguinha
Quem viu?
Lá , do céu ela caiu,
São Pedro o céu varreu
E da pobrezinha se esqueceu
Ela disse: eu me quebrei toda
Ai meu corpinho está de fora
Como é que eu vou fazer,
Pai do céu?
Como vou viver agora?
Pai do céu juntou
os caquinhos e colou
Mais bonita ela ficou!
SE VOCÊ ESTÁ FELIZ
Se você está feliz
Bata palmas (bis)
Se você está feliz
E quer mostrar
Pra toda gente
Se você está feliz
Bata palmas
Se você está feliz
Bata os pés... (dê uma gargalhada, grite viva!)
BIDU
Vem cá Bidu
Vem cá Bidu,
Vem cá , vem cá, vem cá
Não vou lá, não vou lá, não vou lá
Tenho medo de apanhar
MINHOCA
Minhoca, minhoca,
Me dá uma beijoca
Não dou, não dou
Então eu vou roubar...
Sssmmmaaaccckkk!
Minhoco, minhoco,
Você está ficando louco
Beijoiu do lado errado
A boca é do outro lado.
Minhoquinha - Faça os movimentos da minhoquinha com os dedos e por último com as mãos.
Uma minhoquinha
Faz ginastiquinha
Duas minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Três minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Quatro minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Cinco minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Seis minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Sete minhoquinhyas
Fazem ginastiquinha
Oito minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Nove minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Dez minhoquinhas
Fazem ginastiquinha
Um minhocão
Faz "ginasticão"
Dois minhocões
Fazem "ginasticões".
BRUXINHA
Todo dia as seis a Bruxinha vem
Todo dias as sete, seu vestido veste
Todo dia as oito, vai comer biscoito
Todo dia as nove, vai ver se não chove
Todo dia as dez, vai comer pastéis!
E vai fazer foguinho, pra fazer docinho
Mexe que mexe, mexe bum!
Boneco de lata
Obs... Repita o desamassa, fazendo os gestos com as mãos, tocando os lugares referidos anteriormente.
O meu boneco de lata bateu
A cabeça no chão
Levou mais de uma hora na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
O pescoço no chão
Levou mais de duas horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
O tórax no chão
Levou mais de três horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
A barriga no chão
Levou mais de quatro horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
O bumbum no chão
Levou mais de cinco horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
A barriga no chão
Levou mais de seis horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
O joelho no chão
Levou mais de sete horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
A perna no chão
Levou mais de oito horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
O tornozelo no chão
Levou mais de nove horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
O meu boneco de lata bateu
O pé no chão
Levou mais de dez horas na
Sala de operação
Desamassa aqui, desamassa ali,
Pra ficar bom!
A abelhinha
Pelo jardim afora
voa a abelhinha
com uma mão
na cabeça
e a outra na barriga
Pelo jardim afora
voa a abelhinha
com uma mão na orelha
e a outra no nariz
Pelo jardim afora
voa a abelhinha
com uma mão no queixo
e a outra no umbigo
Pelo jardim afora
voa a abelhinha
com uma mão no pescoço
e a outra no bumbum
Pelo jardim afora
voa a abelhinha
com uma mão nos cílios
e a outra no cotovelo
Pelo jardim afora
voa a abelhinha
com uma mão na cintura
e a outra dando tchau!
Fui Ao Mercado
Fui ao mercado comprar café
Veio a formiguinha
E picou o meu pé
Eu sacudi, sacudi, sacudi
Mas a formiguinha não parava de subir
Fui ao mercado comprar batata-roxa
Veio a formiguinha
E picou a minha coxa
Eu sacudi, sacudi, sacudi
Mas a formiguinha não parava de subir
Fui ao mercado comprar mamão
Veio a formiguinha
E picou a minha mão
Eu sacudi, sacudi, sacudi
Mas a formiguinha não parava de subir
Fui ao mercado comprar jerimum
Veio a formiguinha
E picou o meu bumbum
Eu sacudi, sacudi, sacudi
Mas a formiguinha não parava de subir
"Cabeça, ombro, joelho e pé" - troque o "hum" por silêncio...
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Hum, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Hum, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Hum, hum, joelho e pé
Joelho e pé
Hum, hum, joelho e pé
Joelho e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, joelho e pé
Joelho e pé
Hum, hum, hum e pé
Joelho e pé
Hum, hum, hum e pé
Joelho e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, hum e pé
Joelho e pé
Hum, hum, hum e hum
Joelho e pé
Hum, hum, hum e hum
Joelho e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, hum e hum
Joelho e pé
Hum, hum, hum e hum
Hum e pé
Hum, hum, hum e hum
Hum e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, hum e hum
Hum e pé
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, ouvidos, boca e nariz
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, boca e nariz
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum, hum, hum e hum
Hum e hum
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
Olhos, ouvidos, boca e nariz
Cabeça, ombro, joelho e pé
Joelho e pé
O ato de ler
O ato de ler e escrever deve começar a partir de uma compreensão muito
abrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos fazem antes
de ler a palavra.
Até mesmo historicamente, os seres humanos primeiro mudaram o mundo,
depois revelaram o mundo e a seguir escreveram as palavras
Não é novidade que o Brasil ainda enfrenta insistentemente o problema do analfabetismo, tantode crianças que saem da escola e de outros que não tiveram a oportunidade de se apropriarem do saber da leitura e escrita. É fato que o nosso país possui um número significativo de indivíduos que não adquiriram o saber necessário para atender às exigências de uma sociedade letrada.
De acordo com informações (MEC/INEP, 2001) cerca de 980.000 crianças na 4ª série do ensino fundamental não sabem ler, e mais de 1.600 são capazes de ler apenas frases simples. Recentemente, a Rede Globo, através do Programa semanal “Fantástico”, fez uma pesquisa intitulada “Provão do Fantástico” aplicada em 27 capitais brasileiras (somente em escolas
públicas), e avaliou que mais da metade dos alunos não é capaz de responder a questões que requerem raciocínio e 60% só conseguem identificar informações muito simples.
Esses, seriam apenas mais alguns dados para pessoas comuns, mas é algo
extremamente alarmante para o educador.
É neste ponto que entra a grande questão da intervenção do educador e a inclusão da
prática geradora do letramento.
Letramento
onde, como e por que foi criado este termo?
O vocábulo é um tanto quanto fora do comum para muitos profissionais da área da educação e, principalmente, para os acadêmicos desse setor. Há alguns anos, pode-se dizer que menos de
vinte, esse vocábulo surgiu entre os lingüistas e estudiosos da língua portuguesa, e então passou
a ter veiculação no setor educacional.
Constatou-se que uma das primeiras menções feitas deste termo ocorreu em no mundo da escrita: uma perspectiva psicolingüística (1986) por Mary A. Kato, segundo Magda Soares (2003: 15).
A mesma registra, nesta obra, que foram feitas buscas em dicionários da língua portuguesa
quanto ao significado da palavra, no dicionário Aurélio, por exemplo, nada foi encontrado, bem
como também, não foi encontrado o verbo “letrar”, porém, o Dicionário Contemporâneo da
Língua Portuguesa de Caldas Aulete, com edição constando de mais de um século, contém o
verbete com o simples significado de “escrita”. Ela ressalta, ainda, que no mesmo dicionário esse vocábulo é classificado como “antiquado”. Ora, logo, este termo caiu em desuso há bastante
tempo em nossa língua. Então, por que este termo tem sido utilizado agora com certa freqüência
nos campos educacionais e lingüísticos?
Devemos esclarecer que esse vocábulo não tem sido usado, atualmente, com a denotação supracitada. O termo se originou de uma versão feita da palavra da língua inglesa “literacy”, com
a representação etimológica de estado, condição, ou qualidade de ser literate, e literate é definido como educado, especialmente, para ler e escrever.
Nos dicionários da língua portuguesa o termo alfabetizado diz respeito ao indivíduo que somente aprendeu a ler e escrever, não se diz que é o que adquiriu o estado ou condição de quem se
apossou da leitura e da escrita, e que responde de maneira satisfatória as demandas das práticas sociais. Ainda, ampliando a abrangência da alfabetização, podemos analisá-la à medida que esta reproduz a “formação social existente, ou como um conjunto de práticas culturais que promove
a mudança emancipadora” (DONALDO, 1990: 10).
Leda Verdiani Tfouni, em “Letramento e alfabetização” (1995), afirma que a alfabetização, por muitas vezes, está sendo mal entendida:
Há duas formas segundo as quais comumente se entende a alfabetização: ou como um processo
de aquisição individual de habilidades requeridas para a leitura e escrita, ou como um processo de representação de objetos diversos, de naturezas diferentes. O mal-entendido que parece estar na base da primeira perspectiva é que a alfabetização é algo que chega a um fim, e pode, portanto,
ser descrita sob a forma de objetivos instrucionais. Como processo que é parece-me antes que
o que caracteriza a alfabetização é a sua incompletude.
Com isso, fica subentendido, pelo aspecto sociointeracionista, que a alfabetização do individuo,
é algo que nunca será alcançado por completo, não há um ponto final. A realidade é que existe a extensão e a amplitude da alfabetização no educando, no que diz respeito às práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita. Neste âmbito, muitos estudiosos discutem a necessidade de se transpor os rígidos conceitos estabelecidos sobre a alfabetização, e assim, considerá-la como a relação entre os educandos e o mundo, pois, este está em constante processo de transformação.
E o indivíduo para não ser atropelado e marginalizado pelas mudanças sociais deverá acompanhar, através da atualização individual, o processo que levará ao crescimento e desenvolvimento.
Não que o educando não tenha qualquer saber antes da alfabetização, pelo contrário, sabemos
que todo indivíduo possui, de alguma forma, níveis de conhecimento. E, isto, foi muito bem
discorrido por Paulo Freire:
O ato de ler e escrever deve começar a partir de uma compreensão muito abrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos fazem antes de ler a palavra. Até mesmo historicamente, os seres humanos primeiro mudaram o mundo, depois revelaram o mundo e a seguir escreveram as palavras.
Esse é um ponto de suma importância para aqueles que pretendem despojar-se dos restritos, e incisivos, conceitos em que a alfabetização é estabelecida em termos mecânicos e funcionais.
Mas, afinal, por que e para que surgiu o que se denominou letramento?
Por todo o tempo em que já vivemos como uma sociedade grafocêntrica, têm-se conhecimento sobre a problemática da falta do saber ler e escrever. Com isso, gerou-se uma crescente preocupação em desenvolver um controle sobre essa questão, através de muitos estudos e ações com o objetivo de erradicar o problema, logo, foi preciso criar um termo e fazê-lo conhecido no campo da pesquisa, surgindo o “analfabetismo”. Mas, observou-se que para o estado / condição daquele que sabe ler
e escrever, e, que responde de maneira ampla e satisfatória as demandas sociais fazendo uso de alguma maneira da leitura e escrita, ainda não havia uma denominação. Mais tarde, isso se fez necessário devido à constatação de uma nova situação: de que não basta apenas o saber ler e escrever, necessário é saber fazer uso do ler e do escrever, saber responder às exigências de leitura e de escrita que a sociedade faz. Então, o nome letramento surgiu mediante a esta nova constatação.
Quando fatos “novos” são constatados, ou surgem novas idéias à respeito de fenômenos, depara-se com a necessidade de se criar novos vocábulos ou nomes para se tratar com determinados assuntos (SOARES, 2003). Ou seja, freqüentes mudanças sociais geram novas demandas sociais de uso da leitura e da escrita, logo, gerando novos termos específicos.
O letramento é um fenômeno de cunho social, e salienta as características sócio-históricas ao se adquirir um sistema de escrita por um grupo social. Ele é o resultado da ação de ensinar e/ou de aprender a ler e escrever, e denota estado ou condição em que um indivíduo ou sociedade obtém como resultado de ter-se “apoderado” de um sistema de grafia.
Letramento e alfabetização
- onde está a diferença?
A alfabetização, como já mencionamos, se ocupa da aquisição da escrita por um indivíduo, ou grupo. Enquanto o letramento “focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade” (TFOUNI, 1995), e ainda, é o estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita. Um exemplo do que acabamos de mencionar (SOARES, 2003: 56-57):
Analfabetismo no primeiro mundo? (...) quando os jornais noticiam a preocupação com altos níveis
de ‘analfabetismo’ em países como os Estados Unidos, a França, a Inglaterra; surpreendente porque: como podem ter altos níveis de analfabetismo países em que a escolaridade básica é realmente obrigatória e, portanto, praticamente toda a população conclui o ensino fundamental
(que, nos países citados, tem duração maior que a do nosso ensino fundamental - 10 anos nos Estados Unidos e na França, 11 anos na Inglaterra). É que, quando a nossa mídia traduz para o português a preocupação desses países, traduz illiteracy (inglês) e illetrisme (francês) por analfabetismo. Na verdade, não existe analfabetismo nesses países, isto é, o número de pessoas
que não sabem ler ou escrever aproxima-se de zero; a preocupação, pois, não é com os níveis de analfabetismo, mas com os níveis de letramento, com a dificuldade que adultos e jovens revelam para fazer uso adequado da leitura e da escrita: sabem ler e escrever, mas enfrentam dificuldades para escrever um ofício, preencher um formulário, registrar a candidatura a um emprego - os
níveis de letramento é que são baixos.
O exemplo acima são verificações feitas fora do Brasil, mas demonstra claramente as diferenças entre os dois processos acima citados, inclusive, as diferenças que há em avaliar níveis de letramento e níveis de alfabetização. Apesar da constatação de que os critérios de avaliação deles não se assemelham muito aos nossos quanto à alfabetização, é satisfatório saber também, que já existem mudanças consideráveis em nossos parâmetros, e, o que se observa é que isso tem gerado mudanças sociais e culturais, e por que não dizer, históricas?
Ainda quanto às diferenças entre letramento e alfabetização é necessário alertar que, estes dois processos estão diretamente ligados, contudo, devemos separá-los quanto ao seu abarcamento, devido as suas distinções já mencionadas anteriormente. Há verificações de que a concepção de alfabetização também reflete diretamente no processo de letramento. Por outro lado, o que também se observa é que, com freqüência, estes dois de maneira confusa têm sido fundidos como um só processo. Essa confusão implica no exercício de um e de outro. Pois, onde entra a alfabetização?
E o letramento? Ou, se trabalham os dois simultaneamente?
Se afirmamos que a alfabetização é algo que não tem um ponto final, então dizemos que ela tem
um continuum, e ainda, poderíamos dizer que este é o letramento. Com isto, acordamos que os dois processos andam de mãos dadas. Não queremos estabelecer uma ordem, ou seqüência, pois já defendemos que todo tipo de indivíduo possui algum grau de letramento, mesmo que seja mínimo.
O que pretendemos é incentivar o educador a fazer uso do conhecimento nato de mundo que o educando possui e sua relação com a língua escrita, assim ele poderá alfabetizar letrando.
Ao saber de algumas distinções básicas destes dois termos poderíamos, também, levantar questões sobre as desigualdades de alfabetizado para letrado. Uma nota no livro “Letramento: um tema em três gêneros” de Magda Soares (2003: 47) faz um apanhado, sobre o assunto, visto de uma maneira prática e real. O texto exemplifica como um adulto pode até ser analfabeto, contudo, pode ser letrado, ou seja, ele não aprendeu a ler e escrever, todavia, utiliza a escrita para escrever uma carta através de um outro indivíduo alfabetizado, um escriba, mas é necessário enfatizar que é o próprio analfabeto que dita o seu texto, logo, ele lança mão de todos os recursos necessários da língua para se comunicar, mesmo que tudo seja carregado de suas particularidades.
Ele demonstra com isso que conhece, de alguma forma, as estruturas e funções da escrita.
O mesmo faz quando pede para alguém ler alguma carta que recebeu, ou texto que contém informações importantes para ele: seja uma notícia em um jornal; itinerário de transportes; placas; sinalizações diversas. Este indivíduo é analfabeto, não possui a tecnologia da decodificação dos signos, mas, ele possui um certo grau de letramento devido a sua experiência de vida em uma sociedade que é atravessada pela escrita, logo, este é letrado, porém não com plenitude.
Esse exemplo nos remete a outro, muito conhecido, que talvez não tenha sido percebido por quem assistiu, é a personagem de Fernanda Montenegro no filme “Central do Brasil” de Walter Salles, que fez uso de sua capacidade de ler e escrever uma profissão, a de “escriba”, já quase desconhecida, em que a personagem escrevia correspondências para pessoas analfabetas em
troca de dinheiro. Os indivíduos que a usavam como ferramenta para se envolver em uma prática social, a de se corresponder, mesmo que indiretamente, utilizavam os códigos da escrita.
E, de forma peculiar a sua condição eles demonstram possuir características de grupos letrados.
Ainda na nota de Magda Soares (2003: 47) eles também exemplificam o caso de uma criança que mesmo antes de estar em contato com a escolarização, e que não saiba ainda ler e escrever, porém, tem contato com livros, revistas, ouve histórias lidas por pessoas alfabetizadas, presencia a prática de leitura, ou de escrita, e a partir daí também se interessa por ler, mesmo que seja só encenação, criando seus próprios textos “lidos”, ela também pode ser considerada letrada.
E ainda, há casos de indivíduos com variados níveis de escolarização e alfabetização que
apresentam níveis baixíssimos de letramento, alguns “quase” nenhum. Estes, são capazes de ler
e escrever, contudo, não possuem habilidades para práticas que envolvem a leitura e a escrita: não lêem revistas, jornais, informativos, manuais de instrução, livros diversos, receita do médico, bulas de remédios, ou seja, apresentam grandes dificuldades para interpretar textos lidos, como também podem não ser capazes de sequer escrever uma carta ou bilhete. Todavia, gostaríamos de destacar que nessa nota acima mencionada diz também que esse tipo de indivíduo pode ser uma pessoa alfabetizada, mas não é letrada; neste ponto divergimos, por acreditarmos que a possibilidade
de uma pessoa possuir grau zero de letramento não exista, em se tratando deste viver em uma sociedade grafocêntrica.
Com tudo isso, há pelo menos uma constatação: existem diferentes tipos e níveis de letramento,
e estão eles ligados às necessidades e exigências de uma sociedade e de cada indivíduo no
seu meio social.
Sociedade letrada/iletrada
- indivíduo letrado/iletrado
Há uma definição única e restrita quanto ao conceito de sociedade letrada/iletrada, bem como indivíduo letrado/iletrado?
Os dicionários da língua portuguesa definem os vocábulos letrado e iletrado, por exemplo, no dicionário Aurélio o verbete letrado é definido como “que ou quem é versado em letras; erudito”.
No entanto, iletrado “que ou quem não tem conhecimentos literários; analfabeto ou quase”. Mediante essas definições percebemos que esses adjetivos não tem relação com o sentido do letramento, pelo qual estamos tratando. Os termos que, normalmente, são abordados em
trabalhos sobre o letramento não se assemelham ao dos dicionários, e ainda, também
poderíamos considerá-los como novos vocábulos.
Vimos, anteriormente, que devemos analisar bem antes de aplicar o termo letrado, e
principalmente, iletrado. No nosso ponto de vista, que necessariamente, é o mesmo da autora,
do livro “Letramento e Alfabetização”, de Leda Verdiani Tfouni, o termo “iletrado”, bem como “iletramento” é impraticável, no que diz respeito à sociedades tecnologizadas.
Ela registra em sua obra algumas passagens de Ginszburg (1987), dentre elas a história de um homem que viveu no séc. XVI chamado Menocchio que foi perseguido, torturado, e condenado
à morte porque suas idéias foram consideradas ofensivas e cheias de heresias. Ele pertencia à
classe subalterna, mas sabia ler e escrever, o que não era muito comum naquela época.
Comenta a autora que Menochio não foi condenado apenas por saber ler e escrever, mas sim, porque fazia suas próprias interpretações dos textos bíblicos e da religião, como também particularizou a releitura dos mesmos textos com “materialismo elementar, instintivo, das gerações de camponeses”, foi isto o que fomentou uma sumária perseguição por parte da Inquisição.
Achavam eles que, só os eclesiásticos católicos detinham o poder de interpretação da Bíblia Sagrada. Ele, assim, foi considerado perigoso por que entendeu que quem tivesse a capacidade
de domínio e transmissão da cultura escrita teria o poder. A lingüista comenta que essa história demonstra como o termo “letrado” não pode ter um sentido único.
A partir disso, é que a autora conclui e propõe que não deve ser usado o termo “iletrado”, para
dizer que um indivíduo não está num estado pleno de letramento. Afinal, não seria adequado a utilização do mesmo em uma sociedade considerada moderna e/ou industrializada, centrada na escrita, pois a possibilidade de existir indivíduos que não possuem nem um grau sequer de letramento é quase impossível. Por isso, acredita-se que é inconveniente afirmar que existe
“nível zero” de letramento, não há veracidade nessa afirmação. Então, o que se propõe é o uso
de termos próprios, do tipo: níveis ou graus de letramento. Levando assim, em consideração o que Paulo Freire muitas vezes insistiu em sua pedagogia “de que a leitura do mundo precede a leitura
da palavra”, e ainda, “o ato de aprender a ler e escrever deve começar a partir de uma
compreensão muito abrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos fazem antes
de ler a palavra”. Isso quer dizer que o indivíduo não é um depósito vazio e zerado antes da alfabetização, e ali, nós, educadores, estaremos enchendo-o com informações mecânicas e institucionais, através de uma escolarização. Ele já possui sua peculiar capacidade de leitura
dentro do seu contexto social para sobreviver em meio ao grupo em que vive. A alfabetização
com a prática do letramento, trará ao indivíduo capacidades, competências, habilidades diversas
para que este se envolva com as variadas demandas sociais de leitura e escrita.
O papel do educador no letramento
como “professor-letrador”
Paulo Freire afirma que para o educador, o ato de aprender “é construir, reconstruir, constatar
para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito”. Esta constatação
não está relacionada somente ao educando, pois sabemos que o educador tem que estar sempre adquirindo novos aprendizados, lançando-se a novos saberes, e isto, resulta em mudanças de
vários aspectos, como também, gera o enriquecimento tanto para o educador quanto para o educando, que com certeza lucrará com esse desenvolvimento. Então, necessário é que o educador atente-se para aquilo que é sumariamente importante na sua formação, ou seja, “o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática”, e, “quanto mais inquieta for uma pedagogia, mais crítica ela se tornará” (FREIRE, 1990). O mesmo afirma que a pedagogia se tornará crítica
se for investigativa e menos certa de certezas, pois o ato de educar não é uma doação de conhecimento do professor aos educandos, nem transmissão de idéias, mesmo que estas sejam consideradas muito boas. Ao contrário, é uma contribuição no “processo de humanização”.
Processo este de fundamental papel no exercício de educador que acredita na construção de
saberes e de conhecimentos para o desenvolvimento humano, e que para isso se torna um instrumento de cooperação para o crescimento dos seus educandos, levando-os a criar seus
próprios conceitos e conhecimento.
O profissional de educação deve ser capaz de fazer sua interferência na realidade, o que
certamente, gerará novos conhecimentos, e isto, é bem mais elevado do que simplesmente se enquadrar na mesma. Já mencionamos por várias vezes que o letramento é um fenômeno social; logo, essa intervenção que se faz necessária pode ser proporcionada por ele.
O letramento não está restrito ao sistema escolar, mas vamos neste trabalho nos ater nesse meio por considerar que cabe à escola, fundamentalmente, levar os seus educandos a um processo mais profundo nas práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita. Saber ler e escrever um montante de palavras não é o bastante para capacitar o indivíduo para a leitura diversificada, neste ponto entendemos que surge a necessidade de se letrar os sujeitos envolvidos no processo de aprendizagem.
Para o educador se tornar um “professor-letrador” necessário se faz que, primeiramente, obtenha informações a respeito do tema, as suas dimensões e, sobretudo, a sua aplicação. Essa última é desenvolvida através de pesquisas e investigação, que geram subsídios-suportes.
Entretanto, medrar subsídios para educadores é uma tarefa difícil de ser exercida, pois sabemos
que alguns desses profissionais, num determinado momento, se colocam em uma posição quase inatingível, completos de suas certezas. Porém, se há mutações contínuas na sociedade contemporânea, e essas refletem em todos os setores, inclusive na escola, é lógico que a cristalização dos saberes do educador é um equívoco, pois o conhecimento nunca se completa,
ou se finda, e o letramento é um exemplo claro disso.
Reconhecidamente, enfatizamos a importância da aplicação, ou a prática do letramento por parte
do professor, e em análise, ainda não finalizada, destacamos alguns passos fundamentais para o desempenho do papel do “professor-letrador”:
1) investigar as práticas sociais que fazem parte do cotidiano do aluno, adequando-as à sala
de aula e aos conteúdos a serem trabalhados;
2) planejar suas ações visando ensinar para que serve a linguagem escrita e como o aluno
poderá utilizá-la;
3) desenvolver no aluno, através da leitura, interpretação e produção de diferentes gêneros
de textos, habilidades de leitura e escrita que funcionem dentro da sociedade;
4) incentivar o aluno a praticar socialmente a leitura e a escrita, de forma criativa, descobridora, crítica, autônoma e ativa, já que a linguagem é interação e, como tal, requer a participação transformadora dos sujeitos sociais que a utilizam;
5) recognição, por parte do professor, implicando assim o reconhecimento daquilo que o
educando já possui de conhecimento empírico, e respeitar, acima de tudo,
esse conhecimento;
6) não ser julgativo, mas desenvolver uma metodologia avaliativa com certa sensibilidade, atentando-se para a pluralidade de vozes, a variedade de discursos e
linguagens diferentes;
7) avaliar de forma individual, levando em consideração as peculiaridades de cada indivíduo;
8) trabalhar a percepção de seu próprio valor e promover a auto-estima e a alegria de
conviver e cooperar;
9) ativar mais do que o intelecto em um ambiente de aprendizagem, ser professor-aprendiz
tanto quanto os seus educandos; e
10) reconhecer a importância do letramento, e abandonar os métodos de aprendizado repetitivo, baseados na descontextualização.
Contudo, as insuficiências do sistema escolar na formação de indivíduos absolutamente letrados
não sucedem somente pelo fato de o “professor não ser um representante pleno da cultura letrada, nem das falhas num currículo que não instrumentaliza o professor para o ensino”
(KLEIMAN, 1995: 47), pois essas falhas são mais enraizadas, porque são produtos do
modelo imposto pelo sistema padrão de ensino.
Quando nos dermos conta de que o processo natural de desenvolvimento do ser humano é massacrado pela escola, e por suas equivocadas práticas de ensino, seremos aptos a promover
o letramento.
Na intenção de compreender os caminhos percorridos (ou perdidos) para a transformação da escolarização, e analisando especificamente o recorte investigado neste trabalho, somos levados
a considerar a hipótese de que o despreparo e desinformação dos profissionais e, ainda, os acadêmicos da área de educação promovem a distância entre a assimilação prática e
conceitual do letramento.
De qualquer forma, o que nos interessa no âmbito a que nos propusemos neste trabalho, é de informar descritivamente sobre o letramento quanto a etimologia, o seu surgimento e as suas diversificadas práticas sociais. Como também o seu abarcamento, suas dimensões e o mais intrigante, como estar desenvolvendo-o na sala de aula, pois o preparo dos educadores proporcionará alterações no ensino / aprendizagem dos educandos e desenvolverá o letramento
de ambos os envolvidos. De certo, sabemos que o processo é lento devido a situação atual do sistema escolar e da formação profissional do professor, mas reais possibilidades têm-se
mostrado como verdadeiras mudanças educacionais.
Subsidiar seria uma pretensão, mas este trabalho visa dar um suporte para os educadores que desejam reconstruir suas propostas pedagógicas, informando-se para gerar conhecimento crítico
e analítico quanto às atividades do letramento versus a pedagogia mecânica e institucional por
tanto tempo praticada em nossas escolas. Pretende ainda, reformular e construir a compreensão acerca das bases teóricas da aprendizagem. Possibilitar a esses uma reflexão sobre a visão de mundo e de alfabetização, para que incorporem uma nova educação para crianças, jovens e adultos. Com isso, gerarão pessoas com capacidades múltiplas de interação com a sociedade, promovendo novas formas de relações no processo do letramento, pois esse abre caminho para o indivíduo estabelecer conhecimentos do mundo em que vive.
REFERÊNCIAS
FREIRE, Paulo; DONALDO, Macedo. Alfabetização: leitura da palavra leitura do mundo. Rio de Janeiro:
Paz e Terra, 1990.
KATO, Mary A. No mundo da escrita: uma perspectiva psicolingüística. 7ª ed. São Paulo: Ática, 1999.
KLEIMAN, Ângela B. Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita.
Campinas: Mercado de Letras, 1995.
SILVA, José Pereira da. Filologia é o estudo da língua na literatura. A visão de J. Mattoso Câmara Jr. In:
América Latina y lo Clásico. Santiago de Chile: Universidad Metropolitana de Ciencias de la Educación -
Facultad de Historia, Geografía y Letras, 2003, tomo II, p. 619-629.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2ªed. 6ª reimpr. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
TFOUNI, Leda Verdiani. Letramento e alfabetização. 6ª ed. São Paulo: Cortez, 2004.
abrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos fazem antes
de ler a palavra.
Até mesmo historicamente, os seres humanos primeiro mudaram o mundo,
depois revelaram o mundo e a seguir escreveram as palavras
Não é novidade que o Brasil ainda enfrenta insistentemente o problema do analfabetismo, tantode crianças que saem da escola e de outros que não tiveram a oportunidade de se apropriarem do saber da leitura e escrita. É fato que o nosso país possui um número significativo de indivíduos que não adquiriram o saber necessário para atender às exigências de uma sociedade letrada.
De acordo com informações (MEC/INEP, 2001) cerca de 980.000 crianças na 4ª série do ensino fundamental não sabem ler, e mais de 1.600 são capazes de ler apenas frases simples. Recentemente, a Rede Globo, através do Programa semanal “Fantástico”, fez uma pesquisa intitulada “Provão do Fantástico” aplicada em 27 capitais brasileiras (somente em escolas
públicas), e avaliou que mais da metade dos alunos não é capaz de responder a questões que requerem raciocínio e 60% só conseguem identificar informações muito simples.
Esses, seriam apenas mais alguns dados para pessoas comuns, mas é algo
extremamente alarmante para o educador.
É neste ponto que entra a grande questão da intervenção do educador e a inclusão da
prática geradora do letramento.
Letramento
onde, como e por que foi criado este termo?
O vocábulo é um tanto quanto fora do comum para muitos profissionais da área da educação e, principalmente, para os acadêmicos desse setor. Há alguns anos, pode-se dizer que menos de
vinte, esse vocábulo surgiu entre os lingüistas e estudiosos da língua portuguesa, e então passou
a ter veiculação no setor educacional.
Constatou-se que uma das primeiras menções feitas deste termo ocorreu em no mundo da escrita: uma perspectiva psicolingüística (1986) por Mary A. Kato, segundo Magda Soares (2003: 15).
A mesma registra, nesta obra, que foram feitas buscas em dicionários da língua portuguesa
quanto ao significado da palavra, no dicionário Aurélio, por exemplo, nada foi encontrado, bem
como também, não foi encontrado o verbo “letrar”, porém, o Dicionário Contemporâneo da
Língua Portuguesa de Caldas Aulete, com edição constando de mais de um século, contém o
verbete com o simples significado de “escrita”. Ela ressalta, ainda, que no mesmo dicionário esse vocábulo é classificado como “antiquado”. Ora, logo, este termo caiu em desuso há bastante
tempo em nossa língua. Então, por que este termo tem sido utilizado agora com certa freqüência
nos campos educacionais e lingüísticos?
Devemos esclarecer que esse vocábulo não tem sido usado, atualmente, com a denotação supracitada. O termo se originou de uma versão feita da palavra da língua inglesa “literacy”, com
a representação etimológica de estado, condição, ou qualidade de ser literate, e literate é definido como educado, especialmente, para ler e escrever.
Nos dicionários da língua portuguesa o termo alfabetizado diz respeito ao indivíduo que somente aprendeu a ler e escrever, não se diz que é o que adquiriu o estado ou condição de quem se
apossou da leitura e da escrita, e que responde de maneira satisfatória as demandas das práticas sociais. Ainda, ampliando a abrangência da alfabetização, podemos analisá-la à medida que esta reproduz a “formação social existente, ou como um conjunto de práticas culturais que promove
a mudança emancipadora” (DONALDO, 1990: 10).
Leda Verdiani Tfouni, em “Letramento e alfabetização” (1995), afirma que a alfabetização, por muitas vezes, está sendo mal entendida:
Há duas formas segundo as quais comumente se entende a alfabetização: ou como um processo
de aquisição individual de habilidades requeridas para a leitura e escrita, ou como um processo de representação de objetos diversos, de naturezas diferentes. O mal-entendido que parece estar na base da primeira perspectiva é que a alfabetização é algo que chega a um fim, e pode, portanto,
ser descrita sob a forma de objetivos instrucionais. Como processo que é parece-me antes que
o que caracteriza a alfabetização é a sua incompletude.
Com isso, fica subentendido, pelo aspecto sociointeracionista, que a alfabetização do individuo,
é algo que nunca será alcançado por completo, não há um ponto final. A realidade é que existe a extensão e a amplitude da alfabetização no educando, no que diz respeito às práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita. Neste âmbito, muitos estudiosos discutem a necessidade de se transpor os rígidos conceitos estabelecidos sobre a alfabetização, e assim, considerá-la como a relação entre os educandos e o mundo, pois, este está em constante processo de transformação.
E o indivíduo para não ser atropelado e marginalizado pelas mudanças sociais deverá acompanhar, através da atualização individual, o processo que levará ao crescimento e desenvolvimento.
Não que o educando não tenha qualquer saber antes da alfabetização, pelo contrário, sabemos
que todo indivíduo possui, de alguma forma, níveis de conhecimento. E, isto, foi muito bem
discorrido por Paulo Freire:
O ato de ler e escrever deve começar a partir de uma compreensão muito abrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos fazem antes de ler a palavra. Até mesmo historicamente, os seres humanos primeiro mudaram o mundo, depois revelaram o mundo e a seguir escreveram as palavras.
Esse é um ponto de suma importância para aqueles que pretendem despojar-se dos restritos, e incisivos, conceitos em que a alfabetização é estabelecida em termos mecânicos e funcionais.
Mas, afinal, por que e para que surgiu o que se denominou letramento?
Por todo o tempo em que já vivemos como uma sociedade grafocêntrica, têm-se conhecimento sobre a problemática da falta do saber ler e escrever. Com isso, gerou-se uma crescente preocupação em desenvolver um controle sobre essa questão, através de muitos estudos e ações com o objetivo de erradicar o problema, logo, foi preciso criar um termo e fazê-lo conhecido no campo da pesquisa, surgindo o “analfabetismo”. Mas, observou-se que para o estado / condição daquele que sabe ler
e escrever, e, que responde de maneira ampla e satisfatória as demandas sociais fazendo uso de alguma maneira da leitura e escrita, ainda não havia uma denominação. Mais tarde, isso se fez necessário devido à constatação de uma nova situação: de que não basta apenas o saber ler e escrever, necessário é saber fazer uso do ler e do escrever, saber responder às exigências de leitura e de escrita que a sociedade faz. Então, o nome letramento surgiu mediante a esta nova constatação.
Quando fatos “novos” são constatados, ou surgem novas idéias à respeito de fenômenos, depara-se com a necessidade de se criar novos vocábulos ou nomes para se tratar com determinados assuntos (SOARES, 2003). Ou seja, freqüentes mudanças sociais geram novas demandas sociais de uso da leitura e da escrita, logo, gerando novos termos específicos.
O letramento é um fenômeno de cunho social, e salienta as características sócio-históricas ao se adquirir um sistema de escrita por um grupo social. Ele é o resultado da ação de ensinar e/ou de aprender a ler e escrever, e denota estado ou condição em que um indivíduo ou sociedade obtém como resultado de ter-se “apoderado” de um sistema de grafia.
Letramento e alfabetização
- onde está a diferença?
A alfabetização, como já mencionamos, se ocupa da aquisição da escrita por um indivíduo, ou grupo. Enquanto o letramento “focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade” (TFOUNI, 1995), e ainda, é o estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita. Um exemplo do que acabamos de mencionar (SOARES, 2003: 56-57):
Analfabetismo no primeiro mundo? (...) quando os jornais noticiam a preocupação com altos níveis
de ‘analfabetismo’ em países como os Estados Unidos, a França, a Inglaterra; surpreendente porque: como podem ter altos níveis de analfabetismo países em que a escolaridade básica é realmente obrigatória e, portanto, praticamente toda a população conclui o ensino fundamental
(que, nos países citados, tem duração maior que a do nosso ensino fundamental - 10 anos nos Estados Unidos e na França, 11 anos na Inglaterra). É que, quando a nossa mídia traduz para o português a preocupação desses países, traduz illiteracy (inglês) e illetrisme (francês) por analfabetismo. Na verdade, não existe analfabetismo nesses países, isto é, o número de pessoas
que não sabem ler ou escrever aproxima-se de zero; a preocupação, pois, não é com os níveis de analfabetismo, mas com os níveis de letramento, com a dificuldade que adultos e jovens revelam para fazer uso adequado da leitura e da escrita: sabem ler e escrever, mas enfrentam dificuldades para escrever um ofício, preencher um formulário, registrar a candidatura a um emprego - os
níveis de letramento é que são baixos.
O exemplo acima são verificações feitas fora do Brasil, mas demonstra claramente as diferenças entre os dois processos acima citados, inclusive, as diferenças que há em avaliar níveis de letramento e níveis de alfabetização. Apesar da constatação de que os critérios de avaliação deles não se assemelham muito aos nossos quanto à alfabetização, é satisfatório saber também, que já existem mudanças consideráveis em nossos parâmetros, e, o que se observa é que isso tem gerado mudanças sociais e culturais, e por que não dizer, históricas?
Ainda quanto às diferenças entre letramento e alfabetização é necessário alertar que, estes dois processos estão diretamente ligados, contudo, devemos separá-los quanto ao seu abarcamento, devido as suas distinções já mencionadas anteriormente. Há verificações de que a concepção de alfabetização também reflete diretamente no processo de letramento. Por outro lado, o que também se observa é que, com freqüência, estes dois de maneira confusa têm sido fundidos como um só processo. Essa confusão implica no exercício de um e de outro. Pois, onde entra a alfabetização?
E o letramento? Ou, se trabalham os dois simultaneamente?
Se afirmamos que a alfabetização é algo que não tem um ponto final, então dizemos que ela tem
um continuum, e ainda, poderíamos dizer que este é o letramento. Com isto, acordamos que os dois processos andam de mãos dadas. Não queremos estabelecer uma ordem, ou seqüência, pois já defendemos que todo tipo de indivíduo possui algum grau de letramento, mesmo que seja mínimo.
O que pretendemos é incentivar o educador a fazer uso do conhecimento nato de mundo que o educando possui e sua relação com a língua escrita, assim ele poderá alfabetizar letrando.
Ao saber de algumas distinções básicas destes dois termos poderíamos, também, levantar questões sobre as desigualdades de alfabetizado para letrado. Uma nota no livro “Letramento: um tema em três gêneros” de Magda Soares (2003: 47) faz um apanhado, sobre o assunto, visto de uma maneira prática e real. O texto exemplifica como um adulto pode até ser analfabeto, contudo, pode ser letrado, ou seja, ele não aprendeu a ler e escrever, todavia, utiliza a escrita para escrever uma carta através de um outro indivíduo alfabetizado, um escriba, mas é necessário enfatizar que é o próprio analfabeto que dita o seu texto, logo, ele lança mão de todos os recursos necessários da língua para se comunicar, mesmo que tudo seja carregado de suas particularidades.
Ele demonstra com isso que conhece, de alguma forma, as estruturas e funções da escrita.
O mesmo faz quando pede para alguém ler alguma carta que recebeu, ou texto que contém informações importantes para ele: seja uma notícia em um jornal; itinerário de transportes; placas; sinalizações diversas. Este indivíduo é analfabeto, não possui a tecnologia da decodificação dos signos, mas, ele possui um certo grau de letramento devido a sua experiência de vida em uma sociedade que é atravessada pela escrita, logo, este é letrado, porém não com plenitude.
Esse exemplo nos remete a outro, muito conhecido, que talvez não tenha sido percebido por quem assistiu, é a personagem de Fernanda Montenegro no filme “Central do Brasil” de Walter Salles, que fez uso de sua capacidade de ler e escrever uma profissão, a de “escriba”, já quase desconhecida, em que a personagem escrevia correspondências para pessoas analfabetas em
troca de dinheiro. Os indivíduos que a usavam como ferramenta para se envolver em uma prática social, a de se corresponder, mesmo que indiretamente, utilizavam os códigos da escrita.
E, de forma peculiar a sua condição eles demonstram possuir características de grupos letrados.
Ainda na nota de Magda Soares (2003: 47) eles também exemplificam o caso de uma criança que mesmo antes de estar em contato com a escolarização, e que não saiba ainda ler e escrever, porém, tem contato com livros, revistas, ouve histórias lidas por pessoas alfabetizadas, presencia a prática de leitura, ou de escrita, e a partir daí também se interessa por ler, mesmo que seja só encenação, criando seus próprios textos “lidos”, ela também pode ser considerada letrada.
E ainda, há casos de indivíduos com variados níveis de escolarização e alfabetização que
apresentam níveis baixíssimos de letramento, alguns “quase” nenhum. Estes, são capazes de ler
e escrever, contudo, não possuem habilidades para práticas que envolvem a leitura e a escrita: não lêem revistas, jornais, informativos, manuais de instrução, livros diversos, receita do médico, bulas de remédios, ou seja, apresentam grandes dificuldades para interpretar textos lidos, como também podem não ser capazes de sequer escrever uma carta ou bilhete. Todavia, gostaríamos de destacar que nessa nota acima mencionada diz também que esse tipo de indivíduo pode ser uma pessoa alfabetizada, mas não é letrada; neste ponto divergimos, por acreditarmos que a possibilidade
de uma pessoa possuir grau zero de letramento não exista, em se tratando deste viver em uma sociedade grafocêntrica.
Com tudo isso, há pelo menos uma constatação: existem diferentes tipos e níveis de letramento,
e estão eles ligados às necessidades e exigências de uma sociedade e de cada indivíduo no
seu meio social.
Sociedade letrada/iletrada
- indivíduo letrado/iletrado
Há uma definição única e restrita quanto ao conceito de sociedade letrada/iletrada, bem como indivíduo letrado/iletrado?
Os dicionários da língua portuguesa definem os vocábulos letrado e iletrado, por exemplo, no dicionário Aurélio o verbete letrado é definido como “que ou quem é versado em letras; erudito”.
No entanto, iletrado “que ou quem não tem conhecimentos literários; analfabeto ou quase”. Mediante essas definições percebemos que esses adjetivos não tem relação com o sentido do letramento, pelo qual estamos tratando. Os termos que, normalmente, são abordados em
trabalhos sobre o letramento não se assemelham ao dos dicionários, e ainda, também
poderíamos considerá-los como novos vocábulos.
Vimos, anteriormente, que devemos analisar bem antes de aplicar o termo letrado, e
principalmente, iletrado. No nosso ponto de vista, que necessariamente, é o mesmo da autora,
do livro “Letramento e Alfabetização”, de Leda Verdiani Tfouni, o termo “iletrado”, bem como “iletramento” é impraticável, no que diz respeito à sociedades tecnologizadas.
Ela registra em sua obra algumas passagens de Ginszburg (1987), dentre elas a história de um homem que viveu no séc. XVI chamado Menocchio que foi perseguido, torturado, e condenado
à morte porque suas idéias foram consideradas ofensivas e cheias de heresias. Ele pertencia à
classe subalterna, mas sabia ler e escrever, o que não era muito comum naquela época.
Comenta a autora que Menochio não foi condenado apenas por saber ler e escrever, mas sim, porque fazia suas próprias interpretações dos textos bíblicos e da religião, como também particularizou a releitura dos mesmos textos com “materialismo elementar, instintivo, das gerações de camponeses”, foi isto o que fomentou uma sumária perseguição por parte da Inquisição.
Achavam eles que, só os eclesiásticos católicos detinham o poder de interpretação da Bíblia Sagrada. Ele, assim, foi considerado perigoso por que entendeu que quem tivesse a capacidade
de domínio e transmissão da cultura escrita teria o poder. A lingüista comenta que essa história demonstra como o termo “letrado” não pode ter um sentido único.
A partir disso, é que a autora conclui e propõe que não deve ser usado o termo “iletrado”, para
dizer que um indivíduo não está num estado pleno de letramento. Afinal, não seria adequado a utilização do mesmo em uma sociedade considerada moderna e/ou industrializada, centrada na escrita, pois a possibilidade de existir indivíduos que não possuem nem um grau sequer de letramento é quase impossível. Por isso, acredita-se que é inconveniente afirmar que existe
“nível zero” de letramento, não há veracidade nessa afirmação. Então, o que se propõe é o uso
de termos próprios, do tipo: níveis ou graus de letramento. Levando assim, em consideração o que Paulo Freire muitas vezes insistiu em sua pedagogia “de que a leitura do mundo precede a leitura
da palavra”, e ainda, “o ato de aprender a ler e escrever deve começar a partir de uma
compreensão muito abrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos fazem antes
de ler a palavra”. Isso quer dizer que o indivíduo não é um depósito vazio e zerado antes da alfabetização, e ali, nós, educadores, estaremos enchendo-o com informações mecânicas e institucionais, através de uma escolarização. Ele já possui sua peculiar capacidade de leitura
dentro do seu contexto social para sobreviver em meio ao grupo em que vive. A alfabetização
com a prática do letramento, trará ao indivíduo capacidades, competências, habilidades diversas
para que este se envolva com as variadas demandas sociais de leitura e escrita.
O papel do educador no letramento
como “professor-letrador”
Paulo Freire afirma que para o educador, o ato de aprender “é construir, reconstruir, constatar
para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito”. Esta constatação
não está relacionada somente ao educando, pois sabemos que o educador tem que estar sempre adquirindo novos aprendizados, lançando-se a novos saberes, e isto, resulta em mudanças de
vários aspectos, como também, gera o enriquecimento tanto para o educador quanto para o educando, que com certeza lucrará com esse desenvolvimento. Então, necessário é que o educador atente-se para aquilo que é sumariamente importante na sua formação, ou seja, “o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática”, e, “quanto mais inquieta for uma pedagogia, mais crítica ela se tornará” (FREIRE, 1990). O mesmo afirma que a pedagogia se tornará crítica
se for investigativa e menos certa de certezas, pois o ato de educar não é uma doação de conhecimento do professor aos educandos, nem transmissão de idéias, mesmo que estas sejam consideradas muito boas. Ao contrário, é uma contribuição no “processo de humanização”.
Processo este de fundamental papel no exercício de educador que acredita na construção de
saberes e de conhecimentos para o desenvolvimento humano, e que para isso se torna um instrumento de cooperação para o crescimento dos seus educandos, levando-os a criar seus
próprios conceitos e conhecimento.
O profissional de educação deve ser capaz de fazer sua interferência na realidade, o que
certamente, gerará novos conhecimentos, e isto, é bem mais elevado do que simplesmente se enquadrar na mesma. Já mencionamos por várias vezes que o letramento é um fenômeno social; logo, essa intervenção que se faz necessária pode ser proporcionada por ele.
O letramento não está restrito ao sistema escolar, mas vamos neste trabalho nos ater nesse meio por considerar que cabe à escola, fundamentalmente, levar os seus educandos a um processo mais profundo nas práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita. Saber ler e escrever um montante de palavras não é o bastante para capacitar o indivíduo para a leitura diversificada, neste ponto entendemos que surge a necessidade de se letrar os sujeitos envolvidos no processo de aprendizagem.
Para o educador se tornar um “professor-letrador” necessário se faz que, primeiramente, obtenha informações a respeito do tema, as suas dimensões e, sobretudo, a sua aplicação. Essa última é desenvolvida através de pesquisas e investigação, que geram subsídios-suportes.
Entretanto, medrar subsídios para educadores é uma tarefa difícil de ser exercida, pois sabemos
que alguns desses profissionais, num determinado momento, se colocam em uma posição quase inatingível, completos de suas certezas. Porém, se há mutações contínuas na sociedade contemporânea, e essas refletem em todos os setores, inclusive na escola, é lógico que a cristalização dos saberes do educador é um equívoco, pois o conhecimento nunca se completa,
ou se finda, e o letramento é um exemplo claro disso.
Reconhecidamente, enfatizamos a importância da aplicação, ou a prática do letramento por parte
do professor, e em análise, ainda não finalizada, destacamos alguns passos fundamentais para o desempenho do papel do “professor-letrador”:
1) investigar as práticas sociais que fazem parte do cotidiano do aluno, adequando-as à sala
de aula e aos conteúdos a serem trabalhados;
2) planejar suas ações visando ensinar para que serve a linguagem escrita e como o aluno
poderá utilizá-la;
3) desenvolver no aluno, através da leitura, interpretação e produção de diferentes gêneros
de textos, habilidades de leitura e escrita que funcionem dentro da sociedade;
4) incentivar o aluno a praticar socialmente a leitura e a escrita, de forma criativa, descobridora, crítica, autônoma e ativa, já que a linguagem é interação e, como tal, requer a participação transformadora dos sujeitos sociais que a utilizam;
5) recognição, por parte do professor, implicando assim o reconhecimento daquilo que o
educando já possui de conhecimento empírico, e respeitar, acima de tudo,
esse conhecimento;
6) não ser julgativo, mas desenvolver uma metodologia avaliativa com certa sensibilidade, atentando-se para a pluralidade de vozes, a variedade de discursos e
linguagens diferentes;
7) avaliar de forma individual, levando em consideração as peculiaridades de cada indivíduo;
8) trabalhar a percepção de seu próprio valor e promover a auto-estima e a alegria de
conviver e cooperar;
9) ativar mais do que o intelecto em um ambiente de aprendizagem, ser professor-aprendiz
tanto quanto os seus educandos; e
10) reconhecer a importância do letramento, e abandonar os métodos de aprendizado repetitivo, baseados na descontextualização.
Contudo, as insuficiências do sistema escolar na formação de indivíduos absolutamente letrados
não sucedem somente pelo fato de o “professor não ser um representante pleno da cultura letrada, nem das falhas num currículo que não instrumentaliza o professor para o ensino”
(KLEIMAN, 1995: 47), pois essas falhas são mais enraizadas, porque são produtos do
modelo imposto pelo sistema padrão de ensino.
Quando nos dermos conta de que o processo natural de desenvolvimento do ser humano é massacrado pela escola, e por suas equivocadas práticas de ensino, seremos aptos a promover
o letramento.
Na intenção de compreender os caminhos percorridos (ou perdidos) para a transformação da escolarização, e analisando especificamente o recorte investigado neste trabalho, somos levados
a considerar a hipótese de que o despreparo e desinformação dos profissionais e, ainda, os acadêmicos da área de educação promovem a distância entre a assimilação prática e
conceitual do letramento.
De qualquer forma, o que nos interessa no âmbito a que nos propusemos neste trabalho, é de informar descritivamente sobre o letramento quanto a etimologia, o seu surgimento e as suas diversificadas práticas sociais. Como também o seu abarcamento, suas dimensões e o mais intrigante, como estar desenvolvendo-o na sala de aula, pois o preparo dos educadores proporcionará alterações no ensino / aprendizagem dos educandos e desenvolverá o letramento
de ambos os envolvidos. De certo, sabemos que o processo é lento devido a situação atual do sistema escolar e da formação profissional do professor, mas reais possibilidades têm-se
mostrado como verdadeiras mudanças educacionais.
Subsidiar seria uma pretensão, mas este trabalho visa dar um suporte para os educadores que desejam reconstruir suas propostas pedagógicas, informando-se para gerar conhecimento crítico
e analítico quanto às atividades do letramento versus a pedagogia mecânica e institucional por
tanto tempo praticada em nossas escolas. Pretende ainda, reformular e construir a compreensão acerca das bases teóricas da aprendizagem. Possibilitar a esses uma reflexão sobre a visão de mundo e de alfabetização, para que incorporem uma nova educação para crianças, jovens e adultos. Com isso, gerarão pessoas com capacidades múltiplas de interação com a sociedade, promovendo novas formas de relações no processo do letramento, pois esse abre caminho para o indivíduo estabelecer conhecimentos do mundo em que vive.
REFERÊNCIAS
FREIRE, Paulo; DONALDO, Macedo. Alfabetização: leitura da palavra leitura do mundo. Rio de Janeiro:
Paz e Terra, 1990.
KATO, Mary A. No mundo da escrita: uma perspectiva psicolingüística. 7ª ed. São Paulo: Ática, 1999.
KLEIMAN, Ângela B. Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita.
Campinas: Mercado de Letras, 1995.
SILVA, José Pereira da. Filologia é o estudo da língua na literatura. A visão de J. Mattoso Câmara Jr. In:
América Latina y lo Clásico. Santiago de Chile: Universidad Metropolitana de Ciencias de la Educación -
Facultad de Historia, Geografía y Letras, 2003, tomo II, p. 619-629.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2ªed. 6ª reimpr. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
TFOUNI, Leda Verdiani. Letramento e alfabetização. 6ª ed. São Paulo: Cortez, 2004.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Trabalhando em grupo


A turma foi dividida em três grupos para a gincana atravez de sorteio. Cada grupo deveria escolher o nome referente ao meio ambiente para para ser o nome do grupo. A escrita do nome do grupo foi coletiva, todos fizeram seus crachas. Alguns alunos ficaram com um pouco de preguicinha de participar, mas acabaram envolvidos. Mas a maioria mostrou grande entusiasmo.
Este é o grupo Flora.
Conheça as diferenças entre os métodos de alfabetização
Mesmo com todas as informações e livros sobre o assuntos, percebo que muitos professores ainda são leigos quanto aos metodos de ensino. Alguns até os ultiliza mesmo sem ter conhecimento. Espero que esse texto traga esclarecimentos aos professores e que eles consigam definir em qula metodologia se enquadra sua pratica escolar.
CYNARA MENEZES
free-lance para a Folha de S.Paulo
Fônico
Enfatiza as relações símbolo-som. Há duas "correntes". Na sintética, o aluno conhece os sons representados pelas letras e combina esses sons para pronunciar palavras. Na analítica, o aluno aprende primeiro uma série de palavras e depois parte para a associação entre o som e as partes das palavras. Pode utilizar cartilhas.
Linguagem total ("whole language")
Defende que os sistemas linguísticos estão interligados, e que a segmentação em imagens ou sons deve ser evitada. Os estudantes são apresentados a textos inteiros, já que acredita-se que "se aprende lendo". Em sala de aula, o professor lê textos para os alunos, que acompanham a leitura com o mesmo texto, assim se "familiarizando" com a linguagem escrita. A partir dessa familiarização, vão aprendendo palavras e, depois, as sílabas e as letras. Não utiliza cartilhas.
Orientação dos PCNs
Diagnóstico prévio do aluno antes de optar por qualquer método. Algumas crianças entram na primeira série sabendo ler. O professor lê textos em voz alta e é acompanhado pela classe, que tem em mãos os mesmos textos. Os alunos são estimulados a copiar textos com base em uma situação social pré-existente: por exemplo, eles ouvem poesias e compõem, por cópia ou colagem, seus cadernos de poemas favoritos. A leitura em voz alta por parte dos estudantes é substituída por encenações de situações que foram lidas, desenhos que ilustram os trechos lidos etc. As crianças aprendem a escrever em letra de forma; a consciência fônica é uma consequência. Não utiliza cartilhas.
Alfabético
Os alunos primeiro identificam as letras pelos seus nomes, depois soletram as sílabas e, em seguida, as palavras antes de lerem sentenças curtas e, finalmente, histórias. Quando os alunos encontram palavras desconhecidas, as soletram até decodificá-las. Pode utilizar cartilhas.
Analítico
Também conhecido como método "olhar-e-dizer", começa com unidades completas de linguagem e mais tarde as divide em partes. Exemplo: as sentenças são divididas em palavras, e as palavras, em sons. O "Orbis Sensualium Pictus" é considerado o primeiro livro escolar importante. Abaixo das gravuras estavam os nomes impressos para que os estudantes memorizassem as palavras, sem associá-las a letras e sons. Pode utilizar cartilhas.
Sintético
Começa a ensinar por partes ou elementos das palavras, tais como letras, sons ou sílabas, para depois combiná-los em palavras. A ênfase é a correspondência som-símbolo. Pode utilizar cartilhas.
CYNARA MENEZES
free-lance para a Folha de S.Paulo
Fônico
Enfatiza as relações símbolo-som. Há duas "correntes". Na sintética, o aluno conhece os sons representados pelas letras e combina esses sons para pronunciar palavras. Na analítica, o aluno aprende primeiro uma série de palavras e depois parte para a associação entre o som e as partes das palavras. Pode utilizar cartilhas.
Linguagem total ("whole language")
Defende que os sistemas linguísticos estão interligados, e que a segmentação em imagens ou sons deve ser evitada. Os estudantes são apresentados a textos inteiros, já que acredita-se que "se aprende lendo". Em sala de aula, o professor lê textos para os alunos, que acompanham a leitura com o mesmo texto, assim se "familiarizando" com a linguagem escrita. A partir dessa familiarização, vão aprendendo palavras e, depois, as sílabas e as letras. Não utiliza cartilhas.
Orientação dos PCNs
Diagnóstico prévio do aluno antes de optar por qualquer método. Algumas crianças entram na primeira série sabendo ler. O professor lê textos em voz alta e é acompanhado pela classe, que tem em mãos os mesmos textos. Os alunos são estimulados a copiar textos com base em uma situação social pré-existente: por exemplo, eles ouvem poesias e compõem, por cópia ou colagem, seus cadernos de poemas favoritos. A leitura em voz alta por parte dos estudantes é substituída por encenações de situações que foram lidas, desenhos que ilustram os trechos lidos etc. As crianças aprendem a escrever em letra de forma; a consciência fônica é uma consequência. Não utiliza cartilhas.
Alfabético
Os alunos primeiro identificam as letras pelos seus nomes, depois soletram as sílabas e, em seguida, as palavras antes de lerem sentenças curtas e, finalmente, histórias. Quando os alunos encontram palavras desconhecidas, as soletram até decodificá-las. Pode utilizar cartilhas.
Analítico
Também conhecido como método "olhar-e-dizer", começa com unidades completas de linguagem e mais tarde as divide em partes. Exemplo: as sentenças são divididas em palavras, e as palavras, em sons. O "Orbis Sensualium Pictus" é considerado o primeiro livro escolar importante. Abaixo das gravuras estavam os nomes impressos para que os estudantes memorizassem as palavras, sem associá-las a letras e sons. Pode utilizar cartilhas.
Sintético
Começa a ensinar por partes ou elementos das palavras, tais como letras, sons ou sílabas, para depois combiná-los em palavras. A ênfase é a correspondência som-símbolo. Pode utilizar cartilhas.
Coisas Simples que ajudam Seus Filhos a Aprenderem.
São coisas tão simples que podemos imaginar se o efeito será de fato compensador.Mas, o segredo de todas as coisas está na simplicidade. Existe coisa mais simples do que o ato de respirar? E no entanto é isso que nos mantém vivos, e nada fizemos para aprender como fazê-lo! Então... O caminho para ser bem sucedido na Escola começa logo cedo.Boa saúde, bons relacionamentos, e oportunidades para aprender tudo, ajudam a criança a preparar a base para ser bem sucedida na vida. Mas, muitos Pais se perguntam:
"Como faço para dar estas coisas tão essenciais a meu Filho?"
Pais e encarregados de cuidar das crianças, são pessoas muito ocupadas. Cheias de responsabilidades; Emprego fora de casa, roupa para lavar, casa para cuidar, etc. No entanto, por mais ocupados que possam ser, eis aqui um monte de coisas que elas podem fazer, sem atrapalhar seus afazeres corriqueiros, e que vai auxiliar suas crianças pequenas a se prepararem melhor para enfrentar a Escola. Como as pessoas não estão dispostas a deixarem sua rotina diária de lado para se dedicarem as suas crianças, eis aqui algumas sugestões. São Pequenas coisas que tem um grande efeito. A maioria dessas coisas custam pouco ou nada e podem ser feitas sem alterar o ritmo de sua rotina diária. Veja então a seguir, 15 Coisas Simples que qualquer Pai ou responsável pode fazer para ajudar seus filhos a aprenderem mais.
1. Escute-os e preste mais atenção aos seus problemas ou probleminhas;
2. Leia com eles;
3. Conte-lhes histórias da família;
4. Limite seu tempo de ver televisão;
5. Tenha sempre livros e outros materiais de leitura espalhados pela casa;
6. Ajude-os a encontrar "aquelas palavras" no dicionário;
7. Motive-os a usar e consultar uma Enciclopédia;
8. Compartilhe suas histórias, Poemas e Canções favoritas com eles;
9. Leve-os à Biblioteca para que tenham seu próprio cartão de acesso aos livros;
10. Leve-os aos Museus e Lugares Históricos, sempre que possível;
11. Discuta as novidades do dia ou o que achar que mais interessante com eles;
12. Explore as coisas junto com eles e aprenda sobre plantas, animais, história e geografia;
13. Ache um lugar sossegado para eles estudarem;
14. Faça sempre uma revisão nas suas tarefas de casa;
15. Mantenha sempre contato com seus professores.
"Como faço para dar estas coisas tão essenciais a meu Filho?"
Pais e encarregados de cuidar das crianças, são pessoas muito ocupadas. Cheias de responsabilidades; Emprego fora de casa, roupa para lavar, casa para cuidar, etc. No entanto, por mais ocupados que possam ser, eis aqui um monte de coisas que elas podem fazer, sem atrapalhar seus afazeres corriqueiros, e que vai auxiliar suas crianças pequenas a se prepararem melhor para enfrentar a Escola. Como as pessoas não estão dispostas a deixarem sua rotina diária de lado para se dedicarem as suas crianças, eis aqui algumas sugestões. São Pequenas coisas que tem um grande efeito. A maioria dessas coisas custam pouco ou nada e podem ser feitas sem alterar o ritmo de sua rotina diária. Veja então a seguir, 15 Coisas Simples que qualquer Pai ou responsável pode fazer para ajudar seus filhos a aprenderem mais.
1. Escute-os e preste mais atenção aos seus problemas ou probleminhas;
2. Leia com eles;
3. Conte-lhes histórias da família;
4. Limite seu tempo de ver televisão;
5. Tenha sempre livros e outros materiais de leitura espalhados pela casa;
6. Ajude-os a encontrar "aquelas palavras" no dicionário;
7. Motive-os a usar e consultar uma Enciclopédia;
8. Compartilhe suas histórias, Poemas e Canções favoritas com eles;
9. Leve-os à Biblioteca para que tenham seu próprio cartão de acesso aos livros;
10. Leve-os aos Museus e Lugares Históricos, sempre que possível;
11. Discuta as novidades do dia ou o que achar que mais interessante com eles;
12. Explore as coisas junto com eles e aprenda sobre plantas, animais, história e geografia;
13. Ache um lugar sossegado para eles estudarem;
14. Faça sempre uma revisão nas suas tarefas de casa;
15. Mantenha sempre contato com seus professores.
Linguagem Oral

Fazemos várias atividades para desenvolver a linguagem oral das crianças.
Roda da conversa - sempre que tem um tema novo para apresentar ou debater.
Reconto de histórias.
Explicações dadas pelos alunos.
Participações na resolução de exercícios.
Abaixo está a foto de alunos que explicou para turma como desenvolveram seus trabalhos e falaram do tema abordado nele.
Para aprender é preciso praticar muitas vezes de várias formas...
Sugestões para o trabalho a ser realizado com os alunos que revelaram em suas composições deficiências relativas à Organização de Idéias, à pontuação e a Ortografia.
I - Organização de Idéias:
a) Narrativas de histórias, passeios, viagens, etc.
b) Apreciação de gravuras (enumeração de elementos, descrição, histórias sugeridas pelas gravuras, etc.)
c) Excursões (Planejamento, execução, verificação - Aproveitamento de todas as situações que possam levar o aluno a expressar suas idéias, aquilo que observou, que lhe chamou atenção, que lhe despertou maior interesse, etc.)
d) Formação de sentenças:
1 - Com palavras apresentadas pelo professor;
2 - Com palavras escolhidas pelo aluno;
3 - Referentes a uma história lida ou ouvida;
4 - Referente a uma gravura.
e) Cópias de trechos escolhidos pelas crianças (em prosa e verso).
f) Leituras interpretativas.
g) Poesias e quadrinhas (recitativas - explicação pelo aluno, do conteúdo das mesmas.)
h) Relato de experiências realizadas nas aulas de estudos naturais (germinação, gravidade, etc.)
i) Preparação de notícias para o jornal de classe.
j) Avisos, recados, etc.
l) Jogos específicos.
II - Pontuação:
a) Cópias motivadas:
1 - de sentenças
2 - de pequenos textos
b) Leituras:
1 - de histórias
2 - de trechos interessantes escolhidos pelo professor
3 - de trechos escolhidos pelo aluno.
c) Apresentação de cartazes ilustrados e com sentenças ou contos devidamente pontuados (casas da pontuação ou estudo)
d) Formação de sentenças
e) Redação de avisos e ordens (Explicação prévia do professor referente à pontuação a ser usada)
f) Notícias para serem afixadas no quadro de avisos da classe
g) Ditado-exercício e ditado-prova
h) Trechos para pontuação (Execícios).
III - Ortografia
a) Ditado-exercício
b) Leitura com observância das palavras cuja grafia a criança deve fixar
c) Cópias motivadas
d) Organização de cartazes com a relação das palavras cuja grafia esteja sendo objeto de estudo. Emprego dessas palavras em sentenças e ditados.
e) Auto-ditado
f) Ditado-prova
g) Jogos específicos.
Observação importante: Esta lista de forma alguma está completa; serve no entanto como um guia básico e dependendo da criatividade do professor, muitas outras situações poderão ser acrescentadas.
Fonte: Centro de Pesquisas o Orientação Educacionais da S.E.C. do RS. - Brasil
I - Organização de Idéias:
a) Narrativas de histórias, passeios, viagens, etc.
b) Apreciação de gravuras (enumeração de elementos, descrição, histórias sugeridas pelas gravuras, etc.)
c) Excursões (Planejamento, execução, verificação - Aproveitamento de todas as situações que possam levar o aluno a expressar suas idéias, aquilo que observou, que lhe chamou atenção, que lhe despertou maior interesse, etc.)
d) Formação de sentenças:
1 - Com palavras apresentadas pelo professor;
2 - Com palavras escolhidas pelo aluno;
3 - Referentes a uma história lida ou ouvida;
4 - Referente a uma gravura.
e) Cópias de trechos escolhidos pelas crianças (em prosa e verso).
f) Leituras interpretativas.
g) Poesias e quadrinhas (recitativas - explicação pelo aluno, do conteúdo das mesmas.)
h) Relato de experiências realizadas nas aulas de estudos naturais (germinação, gravidade, etc.)
i) Preparação de notícias para o jornal de classe.
j) Avisos, recados, etc.
l) Jogos específicos.
II - Pontuação:
a) Cópias motivadas:
1 - de sentenças
2 - de pequenos textos
b) Leituras:
1 - de histórias
2 - de trechos interessantes escolhidos pelo professor
3 - de trechos escolhidos pelo aluno.
c) Apresentação de cartazes ilustrados e com sentenças ou contos devidamente pontuados (casas da pontuação ou estudo)
d) Formação de sentenças
e) Redação de avisos e ordens (Explicação prévia do professor referente à pontuação a ser usada)
f) Notícias para serem afixadas no quadro de avisos da classe
g) Ditado-exercício e ditado-prova
h) Trechos para pontuação (Execícios).
III - Ortografia
a) Ditado-exercício
b) Leitura com observância das palavras cuja grafia a criança deve fixar
c) Cópias motivadas
d) Organização de cartazes com a relação das palavras cuja grafia esteja sendo objeto de estudo. Emprego dessas palavras em sentenças e ditados.
e) Auto-ditado
f) Ditado-prova
g) Jogos específicos.
Observação importante: Esta lista de forma alguma está completa; serve no entanto como um guia básico e dependendo da criatividade do professor, muitas outras situações poderão ser acrescentadas.
Fonte: Centro de Pesquisas o Orientação Educacionais da S.E.C. do RS. - Brasil
10 Maneiras Sensatas e Efetivas de ensinar Matemática
"Vou precisar usar isso na vida real?", um dia nós já perguntamos com ironia ao nosso professor de matemática. Se ele, o professor, pudesse, diria agora: E agora, quem vai rir por último?
Os pais, sabem como é importante e essencial nos dias atuais o conhecimento de matemática, uma vez que ela está mais presente e forte que nunca no nosso dia-a-dia, em praticamente todas as situações; mais presente e necessária que nunca.
E é exatamente por estar tão presente que podemos virar o feitiço a favor das crianças e usar os eventos da vida diária para ensinar-lhes matemática. E o melhor de tudo, elas sequer vão perceber que estão aprendendo!
Enfim, a Matemática está em toda parte. Estes são apenas alguns modos que você pode usar para introduzir o aprendizado desse assunto no dia-a-dia das crianças. Use sua criatividade e descubra outras idéias, com certeza elas existem aos montes.
Jogos do tipo tabuleiro.
Acredite ou não, estes brinquedos populares possuem uma grande capacidade, na maioria das vezes ignoradas por todos, de ensinar matemática às crianças.
Jogos básicos do tipo labirintos e explorações de subterrâneos e cavernas com tesouros escondidos, ensinam as crianças os conceitos de sequência e contagem. Como Peixe ensinam às crianças pequenas, o reconhecimento dos números.
Jogos mais complexos, tais como Banco Imobiliário, ensina uma matemática mais avançada, gerenciamento de dinheiro e valores. Batalha ajudam a construir as bases primárias e ensinam sequência, definição e uso de valores e estratégia.
Jogos como Jogo da velha, Damas e Xadrêz, ensinam estratégia e lógica.
Jogos de Cartas.
Quebra-Cabeças.Quebra-cabeças de figuras recortadas é uma excelente ferramenta para ensinar e desenvolver a habilidade matemática. Os quebra-cabeças básicos ensinam raciocínio espacial, enquanto que outros mais elaborados, ensinam formas e tamanhos. As Crianças também usam habilidades como, sequência e ordenação para agrupar as peças do quebra-cabeças.
Blocos de Construção.
Não importa se as crianças estão usando blocos planos de papelão ou madeira, ou legos, construir estruturas coerentes e lógicas, exige matemática básica e habilidades de engenharia. As crianças usam; tamanho, forma e sequência para dar vida e expressão as suas criações. Através do método de tentativa e erro eles aprendem qual a melhor técnica a ser usada e qual a que funciona.
Dentro do Supermercado.
O supermercado oferece uma infinidade de oportunidades de aprendizado.
Na seção de frutas e verduras por exemplo, as crianças podem aprender sobre pesos, medidas e comparações:
- Quantas maçãs são necessárias para formar um quilo? - Qual pesa mais: cinco batatas ou cinco limões?
As crianças também podem praticar conhecimentos de matemática básica:Adição, subtração, divisão, multiplicação e estimativa.
- O quê custa mais: 100 gramas de queijo por R$ 3,00 ou 150 gramas por R$ 6,00? - Quanto já gastamos até agora? - Quantas refeições podemos preparar para nossa família com esta caixa de filé de peixe? - A conta foi R$ 35,70. Se eu pagar R$ 40,00, quanto vou receber de troco? (Nesse caso não vale olhar para o terminal do caixa).
Gerenciando a Mesada.
Uma das melhores maneiras de ensinar seu filho a desenvolver habilidade para gerenciar dinheiro é dando-lhe uma pequena mesada para ele gastar como quiser.
Explique, claro, que o dinheiro deverá ser usado com sabedoria para comprar seus brinquedos, revistas, ou outras coisas que ele julgue necessárias.
Se sua criança tem um esporte favorito e torce por alguma equipe, ele pode aprender matemática enquanto vibra pelas vitórias do seu time.
Ele pode anotar todos os resultados dos jogos da sua equipe e calcular várias estatísticas referentes as partidas realizadas:
- Quantas cabeçadas o zagueiro do time adversário deu no primeiro tempo? - Quantos chutes a gol deu o time adversário? - Quantos passes errados deu sua equipe durante toda partida? - Qual a média de faltas cometidas no jogo? - Quantos cruzamentos na área?, etc.
Praticando um Esporte.
Se o seu filho participa de algum time de futebol, basquete ou outro, ele também vai precisar da matemática:
- Qual a trajetória correta necessária para conseguir acertar a bola na cesta de basquete da posição tal, ou para lançar a bola de futebol sobre uma barreira de jogadores posicionados em um trecho qualquer? - De quantos pontos vamos precisar para conseguir a classificação? - Qual seria o melhor ângulo para fazer um arremesso no basquete e marcar 3 pontos, ou fazer um lançamento no futebol para o atacante receber a bola fora do alcance dos defensores adversários?, etc.
Conhecendo Mapas e com o pé na Estrada.
Usar mapas da forma correta é uma habilidade matemática freqüentemente ignorada.
Uma viagem de carro, ônibus ou avião oferece oportunidades para praticar alguma coisa. Por exemplo:
- A que distância fica o lugar para onde estamos indo? - Quantas cidades, ou estados vamos cruzar? - Que caminho precisamos tomar para chegar ao nosso destino?
Aprendendo durante a viagem: Viagens também permitem o exercício matemático.
- Qual será a média de consumo do carro por litro de combustível? - Se viajarmos a 80 Km por hora, quanto tempo vamos levar para percorrer 300 Kms? - Se levarmos 3 horas para percorrer tal distância, qual será nossa velocidade média?
No Controle da Cozinha.
Uma cozinha nos oferece outro meio de usar no dia-a-dia conhecimentos de matemática.
As crianças podem ler uma receita e então saber a medida ou quantidade dos ingredientes necessários para fazer, digamos um bolo.
Elas podem também modificar a receita usando divisão ou multiplicação para fazer uma porção maior ou menor, dependendo da quantidade de pessoas que vão ser servidas.
Este é também um excelente meio de fixar melhor seu conhecimento sobre frações:
- Se a receita para quatro pessoas precisa de 1/3 de farinha de trigo, quanta farinha vou precisar para preparar uma porção para seis pessoas?
Fonte: Family PC Magazine
Os pais, sabem como é importante e essencial nos dias atuais o conhecimento de matemática, uma vez que ela está mais presente e forte que nunca no nosso dia-a-dia, em praticamente todas as situações; mais presente e necessária que nunca.
E é exatamente por estar tão presente que podemos virar o feitiço a favor das crianças e usar os eventos da vida diária para ensinar-lhes matemática. E o melhor de tudo, elas sequer vão perceber que estão aprendendo!
Enfim, a Matemática está em toda parte. Estes são apenas alguns modos que você pode usar para introduzir o aprendizado desse assunto no dia-a-dia das crianças. Use sua criatividade e descubra outras idéias, com certeza elas existem aos montes.
Jogos do tipo tabuleiro.
Acredite ou não, estes brinquedos populares possuem uma grande capacidade, na maioria das vezes ignoradas por todos, de ensinar matemática às crianças.
Jogos básicos do tipo labirintos e explorações de subterrâneos e cavernas com tesouros escondidos, ensinam as crianças os conceitos de sequência e contagem. Como Peixe ensinam às crianças pequenas, o reconhecimento dos números.
Jogos mais complexos, tais como Banco Imobiliário, ensina uma matemática mais avançada, gerenciamento de dinheiro e valores. Batalha ajudam a construir as bases primárias e ensinam sequência, definição e uso de valores e estratégia.
Jogos como Jogo da velha, Damas e Xadrêz, ensinam estratégia e lógica.
Jogos de Cartas.
Quebra-Cabeças.Quebra-cabeças de figuras recortadas é uma excelente ferramenta para ensinar e desenvolver a habilidade matemática. Os quebra-cabeças básicos ensinam raciocínio espacial, enquanto que outros mais elaborados, ensinam formas e tamanhos. As Crianças também usam habilidades como, sequência e ordenação para agrupar as peças do quebra-cabeças.
Blocos de Construção.
Não importa se as crianças estão usando blocos planos de papelão ou madeira, ou legos, construir estruturas coerentes e lógicas, exige matemática básica e habilidades de engenharia. As crianças usam; tamanho, forma e sequência para dar vida e expressão as suas criações. Através do método de tentativa e erro eles aprendem qual a melhor técnica a ser usada e qual a que funciona.
Dentro do Supermercado.
O supermercado oferece uma infinidade de oportunidades de aprendizado.
Na seção de frutas e verduras por exemplo, as crianças podem aprender sobre pesos, medidas e comparações:
- Quantas maçãs são necessárias para formar um quilo? - Qual pesa mais: cinco batatas ou cinco limões?
As crianças também podem praticar conhecimentos de matemática básica:Adição, subtração, divisão, multiplicação e estimativa.
- O quê custa mais: 100 gramas de queijo por R$ 3,00 ou 150 gramas por R$ 6,00? - Quanto já gastamos até agora? - Quantas refeições podemos preparar para nossa família com esta caixa de filé de peixe? - A conta foi R$ 35,70. Se eu pagar R$ 40,00, quanto vou receber de troco? (Nesse caso não vale olhar para o terminal do caixa).
Gerenciando a Mesada.
Uma das melhores maneiras de ensinar seu filho a desenvolver habilidade para gerenciar dinheiro é dando-lhe uma pequena mesada para ele gastar como quiser.
Explique, claro, que o dinheiro deverá ser usado com sabedoria para comprar seus brinquedos, revistas, ou outras coisas que ele julgue necessárias.
Se sua criança tem um esporte favorito e torce por alguma equipe, ele pode aprender matemática enquanto vibra pelas vitórias do seu time.
Ele pode anotar todos os resultados dos jogos da sua equipe e calcular várias estatísticas referentes as partidas realizadas:
- Quantas cabeçadas o zagueiro do time adversário deu no primeiro tempo? - Quantos chutes a gol deu o time adversário? - Quantos passes errados deu sua equipe durante toda partida? - Qual a média de faltas cometidas no jogo? - Quantos cruzamentos na área?, etc.
Praticando um Esporte.
Se o seu filho participa de algum time de futebol, basquete ou outro, ele também vai precisar da matemática:
- Qual a trajetória correta necessária para conseguir acertar a bola na cesta de basquete da posição tal, ou para lançar a bola de futebol sobre uma barreira de jogadores posicionados em um trecho qualquer? - De quantos pontos vamos precisar para conseguir a classificação? - Qual seria o melhor ângulo para fazer um arremesso no basquete e marcar 3 pontos, ou fazer um lançamento no futebol para o atacante receber a bola fora do alcance dos defensores adversários?, etc.
Conhecendo Mapas e com o pé na Estrada.
Usar mapas da forma correta é uma habilidade matemática freqüentemente ignorada.
Uma viagem de carro, ônibus ou avião oferece oportunidades para praticar alguma coisa. Por exemplo:
- A que distância fica o lugar para onde estamos indo? - Quantas cidades, ou estados vamos cruzar? - Que caminho precisamos tomar para chegar ao nosso destino?
Aprendendo durante a viagem: Viagens também permitem o exercício matemático.
- Qual será a média de consumo do carro por litro de combustível? - Se viajarmos a 80 Km por hora, quanto tempo vamos levar para percorrer 300 Kms? - Se levarmos 3 horas para percorrer tal distância, qual será nossa velocidade média?
No Controle da Cozinha.
Uma cozinha nos oferece outro meio de usar no dia-a-dia conhecimentos de matemática.
As crianças podem ler uma receita e então saber a medida ou quantidade dos ingredientes necessários para fazer, digamos um bolo.
Elas podem também modificar a receita usando divisão ou multiplicação para fazer uma porção maior ou menor, dependendo da quantidade de pessoas que vão ser servidas.
Este é também um excelente meio de fixar melhor seu conhecimento sobre frações:
- Se a receita para quatro pessoas precisa de 1/3 de farinha de trigo, quanta farinha vou precisar para preparar uma porção para seis pessoas?
Fonte: Family PC Magazine
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